Andreza Matais

O trunfo que só Romeu Zema tem para se cacifar candidato da direita

Filiado ao Partido Novo, Zema não terá dificuldades em aprovar o apoio do partido a uma eventual candidatura

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Gabriel Foster/Metrópoles
Romeu Zema concede entrevista no estudio do Metrópoles - Coluna
1 de 1 Romeu Zema concede entrevista no estudio do Metrópoles - Coluna - Foto: Gabriel Foster/Metrópoles

Na disputa pela vaga de candidato de direita nas eleições presidenciais, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, leva vantagem em relação aos seus concorrentes do mesmo espectro político.

Filiado ao Partido Novo, Zema não terá dificuldades em aprovar o apoio do partido a uma eventual candidatura. O mesmo não ocorre com Tarcísio de Freitas. O governador de São Paulo é do Republicanos, partido que tem lideranças no Nordeste, estado onde Lula lidera politicamente. Entre elas, o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), e o ministro Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), de Pernambuco.

Se o Republicanos lançar Tarcísio ao Planalto, todos os candidatos da sigla precisam carregar o nome dele no material de campanha, o que eleitoralmente é desinteressante para políticos de estados onde Lula é forte.

Bolsonaro e Tarcísio

Ronaldo Caiado tem um problema ainda maior. O União Brasil, apesar do nome, é o partido mais rachado do país. Há uma ala bolsonarista, uma ala lulista e uma ala independente.

A sigla também anunciou uma federação com o PP, o que, se mantido, obriga uma decisão conjunta sobre quem apoiar – consenso difícil, dado o tamanho da federação, que quase não nasceu diante da dificuldade em definir seu próprio presidente.

Ratinho Junior, governador do Paraná, é do PSD. A sigla, comandada a mão de ferro por Gilberto Kassab, tem por regra negociar o apoio em troca de proveito – cargos, emendas, espaços e poder. A depender do “dote”, dispensa a candidatura à presidência sem pestanejar.

O grupo de Zema aposta nessas conjunturas para viabilizar o nome dele ao Planalto. Fator que também beneficia qualquer sobrenome Bolsonaro. O PL dará a legenda para quem o ex-presidente Jair Bolsonaro escolher.

eduardo-bolsonaro-lula-disputa-2026.jpg
O deputado federal Eduardo Bolsonaro comemorou ataque de Lula

Como mostrou a coluna, o deputado Eduardo Bolsonaro conquistou a liderança dessa disputa pela bênção do pai ao arrancar de Donald Trump apoio à anistia de Bolsonaro e o mesmo movimento na direita italiana.

Uma chapa precisa ter dois candidatos – um à presidência e outro à vice.

Pesquisas têm o poder de convencer os partidos

O que muda a disposição dos partidos, contudo, são as pesquisas eleitorais. Se na época das convenções, junho de 2026, qualquer um dos nomes acima se mostrarem competitivos eleitoralmente para disputar com Lula (PT), ganha força para unir seus partidos. Vantagem que Zema não precisa. Bem posicionado ou não, ele tem o Novo ao seu lado.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?