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Andreza Matais

Mercado volta a procurar Flávio de olho na disputa com Lula

Pesquisas mostram disputa aberta com Lula e fazem o mercado financeiro voltar a se aproximar do candidato do PL

26/08/2026 04:00, atualizado 26/08/2026 15:39
Samuel Pancher / Metrópoles
Flávio Bolsonaro concede coletiva em São Paulo.

Flávio Bolsonaro voltou a ser convidado para rodas de conversa com o mercado financeiro.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro havia sido recebido de braços abertos na Faria Lima, mas passou a tomar um gelo quando foi alvejado pelo caso Master.

A revelação de que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro — depois de negar mil vezes qualquer relação com o banqueiro — fez com que ninguém mais confiasse no candidato. Afinal, o que mais poderia aparecer?

As pesquisas eleitorais, contudo, mostram que Flávio não perdeu competitividade e segue como o único que pode derrotar o petista, que não disparou.

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Os números mostram que a disputa está em aberto e, hoje, não é possível saber quem vencerá a eleição. Diante disso, Flávio voltou a ser cortejado.

A pergunta que mais se faz hoje em todas as rodas é se o filho de Bolsonaro será novamente atingido por alguma outra denúncia a ponto de inviabilizar sua candidatura.

No QG de Flávio, a vacina está pronta. Tudo o que vier contra ele agora será tratado como uma cortina de fumaça para abafar o envolvimento do filho de Lula em esquemas de corrupção. No QG petista, tudo o que vier sobre o filho dele, o chefe de gabinete dele, o assessor especial dele… será creditado a eles. Lula não sabia de nada.

O fato é que, até agora, nenhuma denúncia abalou Lula ou Flávio. O eleitor está preocupado com o preço dos alimentos, com o poder de compra do dinheiro cada vez menor e com seu direito de não ter o celular roubado.

Não significa dizer que nenhuma denúncia abalará os dois candidatos que mais pontuam nas pesquisas. Vai depender do timing e do peso. E haja peso, uma vez que o eleitor deu de ombros para o fato de o filho do presidente estar envolvido no esquema de desvio de dinheiro de aposentados. E, para o fato de o filho do ex-presidente tratar o dono do Master como “irmão” quando ele já estava de tornozeleira.