Marçal pode chegar ao primeiro turno sem saber se candidatura é válida
Prazos da Justiça Eleitoral podem levar decisão sobre registro da candidatura presidencial para perto da votação de 4 de outubro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) corre contra o relógio para decidir se Pablo Marçal (PRTB) poderá disputar a Presidência antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Apesar da intenção de acelerar o julgamento, os prazos previstos na legislação eleitoral podem levar o processo para perto da votação. A relatora é a ministra Estela Aranha.
Pelos cálculos de integrantes do TSE, na melhor das hipóteses, o Ministério Público Eleitoral (MPE) receberá todos os pedidos de registro de candidatura até 31 de agosto. A partir daí, terá seis dias para analisar as impugnações e se manifestar sobre os registros. O questionamento de uma candidatura pode partir de candidatos, partidos, federações ou coligações.
Se o MPE defender o indeferimento da candidatura de Marçal, ele terá sete dias para apresentar contestação. A defesa ainda poderá pedir a produção de novas provas e perícias sobre os elementos apresentados contra ele. Essa etapa pode consumir mais de 15 dias.
Só depois o processo seguirá para o gabinete de Estela Aranha. Se a relatora considerar procedente a impugnação, ainda haverá prazo para as alegações finais da defesa antes do julgamento.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMarçal está inelegível por oito anos por decisão do Tribunal Regional Eleitoral. Ele foi condenado por oferecer pagamento a pessoas que fizessem cortes de seus vídeos e publicassem o conteúdo na internet.





