Andreza Matais

Lulinha foi com sócio da Fictor alvo da PF em viagem de Lula à China

Lula fez viagem de Estado à China em abril de 2023 acompanhado de comitiva de empresários. Lulinha foi visto com Luiz Rubini, alvo da PF

atualizado

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Rodrigo Rangel/Metrópoles
Foto colorida de Lula e Janja na China - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Lula e Janja na China - Metrópoles - Foto: Rodrigo Rangel/Metrópoles

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi com o ex-sócio da Fictor Luiz Phillippe Gomes Rubini à China, durante uma visita de Estado de seu pai, o presidente Lula (PT), ao país asiático, em abril de 2024. Na manhã desta quarta-feira (25/3), Rubini foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Fallax, deflagrada pela PF para combater fraudes bancárias.

Como mostrou a coluna, o CEO da Fictor, Rafael Góis, tinha Lulinha entre seus amigos. Góis também foi alvo de busca e apreensão na Fallax. A aproximação entre Lulinha e a empresa de investimentos resultou no convite para que Rubini integrasse o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o “Conselhão”.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Lulinha trabalhou como consultor da Fictor — ele nega. Ao jornal, a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pelo Conselhão, também negou que Lulinha tenha indicado Rubini para o órgão consultivo.

Além de uma numerosa comitiva de políticos e servidores públicos, a viagem de Lula à China em abril de 2023 foi acompanhada por dezenas de empresários de vários setores. Segundo um participante, o grupo era tão grande que os brasileiros se dividiram em dois hotéis na capital chinesa, Pequim.

De acordo com as investigações da Fallax, o grupo integrado pelos executivos da Fictor usava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem de dinheiro ilícito — inclusive da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Nos documentos que embasaram a operação, a Fictor identificou contatos entre os dirigentes da empresa e Thiago Branco de Azevedo, vulgo “Ralado”. Para a PF, Ralado era o responsável pela lavagem de dinheiro do grupo conhecido como “Bonde do Magrelo”, um braço do CV no interior de São Paulo.

Funcionários de bancos como a Caixa Econômica inseriam informações falsas nos sistemas bancários para permitir saques e transferências indevidas. Depois, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptomoedas para dificultar o rastreamento.

A defesa de Lulinha foi procurada pela coluna no fim da tarde desta quarta-feira, mas ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.

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