
Lula anuncia voto para deputado federal; saiba quem
Amigo do presidente, Moisés Selerges é ex-presidente dos Metalúrgicos do ABC. Para trás, ficam nomes como Dirceu, Teixeira e Zarattini

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou voto e apoio a Moisés Selerges (PT-SP), candidato a deputado federal nas eleições de outubro. Metalúrgico e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Selerges é amigo do presidente e integra a tradição sindical da entidade em que o petista iniciou sua trajetória política.
No vídeo, Lula associa o apoio à proposta de criação da chamada “bancada dos trabalhadores”, idealizada por Selerges para ampliar a representação da categoria no Congresso. “Se a gente tivesse uma forte bancada de trabalhadores, nós já tínhamos aprovado o fim da escala 6×1”, afirmou o presidente no vídeo, obtido pelo Metrópoles.
“Eu já tenho o meu candidato: Moisés Selerges. Vou votar nele” – Lula
“Se você vai votar em mim, tenha confiança e vote no companheiro Moisés”, continua o presidente no vídeo, ainda inédito.
O vídeo foi gravado no domingo (23). Ao escolher Selerges como seu candidato, Lula deixa para trás outros 48 nomes. Entre eles, está José Dirceu (PT), seu ex-ministro da Casa Civil e articulador das campanha que o alçou à Presidência pela primeira vez, 2002. Dirceu volta a disputar eleições este ano, depois de ter o mandato cassado em 2005.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutros candidatos a deputado federal pelo PT paulista e que são figurões da política incluem Arlindo Chinaglia, ex-presidente da Câmara, Paulo Teixeira, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Carlos Zaratini, ex-líder do partido na Câmara, Jilmar Tatto e Vicentinho.
Selerges tem 60 anos. Ele trabalhou por 41 anos como pintor de chassi de caminhão na Mercedes-Benz, segundo sua assessoria. Em 2022, assumiu a presidência do sindicato, cargo que deixou em julho deste ano para disputar a eleição. O sindicalista diz que vai atuar na área na promoção de empregos e reindustrialização.
“Está na hora de aumentar a representatividade dos trabalhadores em Brasília”, afirma Selerges. “A maioria dos deputados que estão lá nunca teve uma carteira assinada ou pegou um ônibus às seis da manhã para trabalhar.”
Em 2022, sindicalista foi envolvido suposta traição com perseguição
Em 2022, ele não se candidatou. Pouco antes das últimas eleições, Selerges foi envolvido numa história estranha que parou na Justiça e só foi resolvida em agosto. Um homem disse ter sido traído pela esposa e por Selerges. Depois, pediu uma investigação contra os dois porque, depois da suposta traição, afirmou ser perseguido por automóveis nas ruas e passar mal quando ingeria alimentos comprados por ele mesmo, acreditando ter sido envenenado.
O Ministério Público pediu o arquivamento, que foi feito pela Justiça em agosto de 2022. “As declarações do requerente [o homem que se dizia traído]fundam-se em meras suspeitas, sendo certo que não trouxe aos autos elementos indiciários para a instauração do (…) inquérito policial”, afirmou o promotor Marcelo Lorenzo, da Promotoria de São Bernardo do Campo (SP).
“Esse suposto fato da vida privada do senhor Moisés Selerges foi tão irrelevante que foi devidamente arquivado a pedido do próprio Ministério Público”, afirmou a assessoria do candidato.



