Andreza Matais

Lula empurrou indicação de Messias goela abaixo de Alcolumbre

Articulação de Lula para as próximas três vagas na Corte ganha fôlego após operação atingir banqueiro ligado ao centrão. Entenda o acordão

atualizado

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Messias e Lula
1 de 1 Messias e Lula - Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert

O acordão para a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma imprevisibilidade no meio do caminho.

Num eventual quarto mandato, o petista terá três vagas para preencher no Supremo: Luiz Fux (abril de 2028), Cármen Lúcia (abril de 2029) e Gilmar Mendes (dezembro de 2030).

Se reeleito, o compromisso é indicar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga de Fux.

O acordo prevê também a escolha de Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, para a cadeira de Cármen Lúcia.

Lula ainda terá uma terceira vaga para nomear mais um aliado. Só falta combinar com o eleitor.

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Jorge Messias com a ex-presidente Dilma Rousseff
O ministro da AGU, Jorge Messias, em entrevista ao Metrópoles
Os ministros Jorge Messias e Rui Costa
Lula e Jorge Messias
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Jorge Messias com a ex-presidente Dilma Rousseff
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Jorge Messias com a ex-presidente Dilma Rousseff

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O ministro da AGU, Jorge Messias, em entrevista ao Metrópoles

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Os ministros Jorge Messias e Rui Costa
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Os ministros Jorge Messias e Rui Costa

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No atual mandato, o petista optou por três nomes de sua cozinha: seu advogado (Cristiano Zanin), um aliado de primeira hora (Flávio Dino) e, agora, o “faz-tudo” Jorge Messias.

No governo Dilma Rousseff, Messias participou da operação para tentar evitar a prisão de Lula pelo então juiz Sergio Moro. O plano era nomear Lula ministro de Dilma, o que lhe garantiria ser julgado pelo Supremo e não por Moro. Deu tudo errado.  A PF descobriu e melou a operação.

Padrinho da indicação de Pacheco, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), dizia até a semana passada que não garantia a aprovação do nome de Messias.

Alcolumbre traçava dois cenários caso Lula ousasse contrariá-lo: simplesmente não pautar a indicação — o que faria Lula terminar o mandato sem a votação — ou colocar o nome em plenário e impor uma derrota humilhante ao governo. Até hoje, somente Floriano Peixoto amargou desgaste semelhante.

Mas isso foi antes de o banqueiro Daniel Vorcaro, que ganhou muito dinheiro graças às suas conexões políticas, ser preso pela Polícia Federal e o Congresso congelar.

Lula poderia ter feito a indicação há 35 dias, quando Luís Roberto Barroso se aposentou, mas optou por fazê-la em pleno feriado da Consciência Negra e dois dias depois da operação que prendeu o banqueiro e o braço financeiro do esquema de R$ 12 bilhões. Desagradou também quem não esperava que escolheria a data para indicar mais um homem branco para a Corte.

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