Andreza Matais

Justiça manda soltar operadores de esquema ligado a ex-nora de Lula

Cinco presos pela PF serão soltos por determinação da Justiça Federal. Prisão foi convertida em medidas cautelares

atualizado

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1 de 1 tribunal-federal-Campinas - Foto: Reprodução/Google Maps

A Justiça Federal determinou, nesta quinta-feira (11/2), a liberação das cinco pessoas presas no âmbito da operação Coffee Break da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema de corrupção com verbas da Educação em cidades do interior de São Paulo.

O grupo tinha vínculos com Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula, e Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Carla Ariane foi casada com outro filho do presidente, Marcos Cláudio Lula da Silva.

A 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3) atendeu ao pedido de habeas corpus dos advogados Alberto Zacharias Toron e Ralph Tórtima Stettinger Filho, representantes do vice-prefeito de Hortolândia, Cafú César, e converteu a prisão dos envolvidos em medidas cautelares.

No pedido, os advogados argumentam que a prisão preventiva de Cafú foi decretada com base em “fundamentação genérica”, apoiada em uma “gravidade abstrata”, que se extinguiria coma sua renúncia ao cargo público.

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Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula, foi alvo de busca e apreensão
Dinheiro apreendido durante operação da PF contra fraude em licitações
Fluxograma do esquema de tráfico de influência investigado pela PF
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Fluxograma do esquema de tráfico de influência investigado pela PF

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Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula, foi alvo de busca e apreensão
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Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula, foi alvo de busca e apreensão

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Dinheiro apreendido durante operação da PF contra fraude em licitações
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Dinheiro apreendido durante operação da PF contra fraude em licitações

Polícia Federal

Por decisão dos juízes, o habeas corpus foi estendido para o empresário André Mariano, acusado de liderar a organização criminosa; e o então secretário de Educação de Hortolândia, Fernando Gomes de Moraes, além de Abdalla Ahmad Fares e Eduardo Maculan. Eles estão presos na penitenciária de Guarulhos.

Metrópoles já mostrou que a organização é acusada de oferecer livros e kits robóticos superfaturados à rede pública. Segundo a PF, a empresa pagou 35 vezes o valor de aquisição da mercadoria. A companhia de Mariano teria faturado R$ 111 milhões apenas com o fornecimento de material escolar para quatro prefeituras.

Na última sexta-feira (6/12), o Ministério Público Federal denunciou nove investigados pela Coffe Break por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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