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Andreza Matais

Flávio repete Jair e questiona urnas eletrônicas para embaixadores

Em encontro com embaixadores estrangeiros, Flávio Bolsonaro voltou a questionar confiabilidade das urnas eletrônicas do TSE

21/07/2026 18:46
Raul Spinassé/Novo Selo Comunicação
Flavio Bolsonaro Debating Brazil

Pré-candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) repetiu o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao questionar a segurança das urnas eletrônicas brasileiras durante um evento com diplomatas estrangeiros nesta terça-feira (21), em Brasília.

A fala de Flávio ocorreu durante um almoço com embaixadores estrangeiros no evento “Debating Brazil”, promovido pela agência Novo Selo Comunicação e pelo The Brazilian Report, veículo que cobre o Brasil em língua inglesa. A reunião foi realizada no restaurante Oscar, no Brasília Palace Hotel.

Durante o encontro, Flávio mencionou documentos da CIA, o serviço secreto dos Estados Unidos, tornados públicos na semana passada pelo governo do republicano Donald Trump.

Nos relatórios, a CIA afirma que o governo da Venezuela, sob Hugo Chávez e Nicolás Maduro, “tinha alguma capacidade de manipular sistemas eletrônicos de votação” dentro do país. Os sistemas de votação eletrônicos da Venezuela são fornecidos por uma empresa chamada Smartmatic, que não produz as urnas eletrônicas brasileiras.

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Na análise, a CIA enfatiza que nem a Smartmatic nem o governo da Venezuela tinham capacidade de alterar eleições fora daquele país.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, declarou Flávio. Ao contrário do que ele afirma, a Smartmatic não fornece máquinas de votação nem software para as eleições brasileiras.

Segundo o TSE, a Smartmatic chegou a participar de uma licitação para a fabricação de urnas eletrônicas em 2020, mas foi derrotada. A vencedora foi a Positivo. A empresa teve contratos com o TSE para treinamento de profissionais de suporte técnico e para a prestação de serviços de conexão de dados e voz.

“Eu não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade possível de observadores para as eleições, como sempre fazem”, ressalvou Flávio.

Em junho de 2023, o TSE condenou Jair Bolsonaro a 8 anos de inelegibilidade por promover uma reunião com embaixadores na qual questionou as urnas eletrônicas. Na ocasião, a Corte entendeu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, já que a reunião foi realizada no Palácio do Planalto com o uso da estrutura da Presidência.