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Andreza Matais

Decisão do MJ de retornar membros da PF não atingiu equipe de Mendonça

Delegados da PF no gabinete de André Mendonça (STF) não foram notificados. Decisão poderia afetar investigações do Master e do INSS

22/06/2026 09:36
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Andre Mendonça (STF)

A equipe do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) não foi atingida pela decisão recente do Ministério da Justiça (MJ) que determinou o retorno à corporação de delegados da Polícia Federal (PF) cedidos ao Poder Judiciário.

O gabinete de Mendonça no STF conta com dois delegados da PF cedidos: Thiago Marcantonio Ferreira e Graziela Machado da Costa e Silva. Um eventual desfalque, com a volta dos dois à Polícia Federal, poderia afetar as investigações sobre o banco Master e a Farra do INSS — André Mendonça é o relator dos dois casos no STF.

Na semana passada, o Ministério da Justiça enviou ofícios a órgãos do Poder Judiciário pedindo o retorno de delegados da PF cedidos. No entanto, até o começo da noite de sexta-feira (22), a equipe de André Mendonça não havia sido notificada sobre a necessidade de “devolver” Thiago e Graziela à corporação.

O atual ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, fez carreira como promotor na Bahia e é fortemente ligado ao grupo político do senador e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Na semana passada, Wagner foi alvo da PF em uma nova fase da operação Compliance Zero, autorizada por André Mendonça.

Por isso, havia o temor de que a “volta” dos delegados da PF fosse uma retaliação às investigações.