Andreza Matais

Como a crise do Master respinga no governador Tarcísio de Freitas

Estatal responsável por parte do abastecimento de água de SP foi vendida para empresário ligado ao Banco Master e recomprada pela Sabesp

atualizado

metropoles.com

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Tarcísio de Freitas
1 de 1 Tarcísio de Freitas - Foto: Reprodução/BR

As investigações envolvendo o Banco Master cercam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por duas frentes.

A primeira envolve Fabiano Zettel, cunhado do dono do banco, Daniel Vorcaro. Ele foi o principal doador pessoa física da campanha de Tarcísio ao governo paulista. Tirou do próprio bolso R$ 2 milhões para financiar a candidatura. A proximidade, porém, não se limita ao parentesco: Zettel é suspeito de participar das operações que inflaram o patrimônio do banco do cunhado.

A segunda frente diz respeito à privatização da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), responsável pelo controle do volume de água do Rio Pinheiros e das represas Guarapiranga e Billings. Tarcísio vendeu a companhia no segundo ano de governo, com direito a foto posada e martelada — um gesto que virou marca da sua gestão privatista.

O Fundo Phoenix FIP arrematou a Emae por R$ 1,04 bilhão. Entre os cotistas está o empresário Nelson Tanure, investidor de referência do fundo. É aí que o Banco Master reaparece na história. Já privatizada, a Emae aplicou R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, que pertence ao conglomerado da instituição financeira.

Ou seja, o consórcio que levou a estatal paulista aplicou milhões no banco do cunhado do doador de Tarcísio. O valor equivaleria a 5,88% do ativo da empresa, segundo a própria Emae.

A operação só veio à tona após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro e Augusto Lima, ex-CEO do Master.

Agora, diante do desgaste crescente, Tarcísio tenta reverter a situação para evitar que seu governo — que se apresenta como vitrine da eficiência e da desestatização — seja pressionado justamente na área em que mais investiu para construir sua imagem política.

Ao Metrópoles, a Emae disse que o valor em CDBs ligados ao Banco master não impacta a sua capacidade operacional, e que “mantém posição de caixa suficiente para fazer frente às suas obrigações e ao curso normal de seus negócios”.

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