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Alfredo Henrique

Polícia apura se invasão a imóvel de Milton Leite seria para ocultar provas

Criminosos invadiram escritório ligado a ex-vereador investigado por suposta relação com o PCC em esquema com o transporte público

21/09/2026 15:24, atualizado 21/09/2026 15:43
Reprodução/PM
Dinheiro em maço - Metrópoles

A Polícia Civil investiga o que teria motivado a invasão de um escritório ligado ao ex-vereador e presidente do União Brasil Milton Leite, na noite desse domingo (20/9) em Santo Amaro, na zona sul paulistana. Um ponto que causou estranheza foi o encontro de R$ 19.261, em dinheiro vivo, deixado sobre um sofá no imóvel, que foi todo revirado.

Uma das linhas de investigação, como falaram à coluna fontes que acompanham o caso, seria a eventual ocultação de provas que poderiam ajudar na apuração sobre o inquérito que motivou a prisão do ex-vereador, ocorrida na sexta-feira (18/9), no âmbito da Operação Vectura Corrupta — deflagrada em parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

“Como era um escritório que estava no nome de uma das empresas dele [Milton Leite] não havia sido alvo primário. Agora estão checando qual o conteúdo de eventuais documentos [que podem ser ainda] encontrados. Estranho terem levado alguns documentos, HD’s e deixado dinheiro”.

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Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Milton Leite
Imóvel que seria usado como escritório do ex-vereador Milton Leite (União)
Imóvel na zona sul de São Paulo
O ex-vereador Milton Leite saindo de delegacia em Mogi das Cruzes
Ex-vereador Milton Leite se entrega à Polícia Civil, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo
No escritório foi encontrada cópia autenticada de documento de Milton Leite
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No escritório foi encontrada cópia autenticada de documento de Milton Leite

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Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Milton Leite
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Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Milton Leite

Edson Lopes Jr / Secom / Prefeitura de São Paulo
Imóvel que seria usado como escritório do ex-vereador Milton Leite (União)
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Imóvel que seria usado como escritório do ex-vereador Milton Leite (União)

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Imóvel na zona sul de São Paulo
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Imóvel na zona sul de São Paulo

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O ex-vereador Milton Leite saindo de delegacia em Mogi das Cruzes
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O ex-vereador Milton Leite saindo de delegacia em Mogi das Cruzes

Reprodução/TV Bandeirantes
Ex-vereador Milton Leite se entrega à Polícia Civil, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo
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Ex-vereador Milton Leite se entrega à Polícia Civil, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

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Quase R$ 20 mil forma abandonados por invasores
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Quase R$ 20 mil forma abandonados por invasores

Reprodução/PM

HD’s e documentos levados

O alvo dos criminosos, até o momento não identificados, foram imagens de um sistema de monitoramento, além dos arquivos mencionados pela fonte, ouvida em sigilo.

Além do dinheiro, os invasores deixaram para trás cartões bancários e uma cópia autenticada de CNH, em nome de Milton Leite. Foram também largados pelos suspeitos no local e apreendidos pela polícia listas com nomes e valores.

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A invasão foi percebida por uma vizinha, por volta das 22h, quando ela se despedia do namorado. Ela relatou, em depoimento na delegacia, que ouviu o barulho de um portão sendo forçado, momento em que testemunhou um Hyundai HB20 branco saindo do imóvel ligado à Milton Leite, dando marcha a ré.

Na sequência, segue o relato, um suspeito embarcou no veículo ordenando “vamos, vamos, vamos”. Nesse momento o carro arrancou em alta velocidade, conforme registrado por uma câmera de monitoramento.

Preso por suposto elo com PCC

Milton Leite está preso desde a sexta-feira, em cumprimento a um mandado de prisão, por suposta relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em uma infiltração ilegal no transporte público de São Paulo.

O ex-vereador teve mal-estar na manhã do sábado (19/9), quando ia passar por audiência de custódia para validar a prisão temporária cumprida na sexta. A defesa de Milton Leite disse que a causa foi um pico de pressão.

Ele foi levado em uma ambulância do Samu ao Hospital Luzia de Pinho Melo, onde permaneceu em observação e realizou exames até ser encaminhado, novamente, à carceragem da Cadeira Pública de Mogi das Cruzes.