Cunhada de Larissa entrega celular à polícia; defesa nega fraude processual
Advogado, que também defende PM, afirma que ela se apresentou espontaneamente após não ser localizada durante cumprimento de mandado
10/09/2026 18:30, atualizado 10/09/2026 18:49

Thamires Costa Mathias, de 19 anos (imagem em destaque), cunhada de Larissa da Cruz Morata, compareceu espontaneamente, nesta quinta-feira (10/9), à Delegacia de Polícia de Embu das Artes, na Grande São Paulo, e entregou aos investigadores o celular e a senha de acesso ao aparelho, segundo a defesa.
Mais cedo, policiais civis tentaram cumprir um mandado de busca e apreensão na casa da jovem, mas ela não estava no local. Como a coluna mostrou, Thamires estava na casa de uma amiga e seu telefone era um dos alvos da diligência.
O aparelho interessa à investigação porque Thamires trocou mensagens com Larissa nos dias anteriores à morte da técnica em radiologia, de 29 anos. Nas conversas, Larissa teria mencionado o uso de medicamentos controlados e o desejo de “acabar com tudo”.
Thamires é irmã do soldado Vinícius Costa Silva, companheiro de Larissa, preso no dia seguinte à morte. O policial militar sustenta que a mulher tirou a própria vida.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDefesa faz ressalva
O advogado Roberto Montanari, que também defende o soldado preso, afirmou à coluna que Thamires se apresentou voluntariamente e vem colaborando com a apuração. A defesa também ressalta que ela não é investigada por fraude processual, “diferentemente do que chegou a ser divulgado por outros veículos [de imprensa]”.
Larissa morreu após ser atingida por um tiro na cabeça, dentro do banheiro da casa. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, para esclarecer a circunstância em que o disparo foi dado.
Nesta sexta-feira (11/9), peritos irão usar um scanner 3D para reconstituir a cena descrita em depoimentos. O mesmo tipo de equipamento foi usado no caso da soldado Gisele Alves Santana, também morta com um tiro na cabeça.
O marido dela, o tenente-coronel Geraldo leite Rosa Neto, foi preso e é réu por feminicídio, na Justiça Comum. A eventual perda de patente dele também é analisada pela Justiça Militar.




















