“Livros eróticos ajudam a mulher a se emancipar”, diz autora do gênero

Para Lani Queiroz, a literatura erótica faz com que o público feminino redescubra seus desejos e se liberte

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atualizado 25/06/2019 14:31

Ainda na adolescência, Lani Queiroz começou a escrever contos eróticos. Cinco anos após publicar seu primeiro livro do gênero, ela já é considerada uma autora best seller do segmento na Amazon. Muito além de despertar desejos e fantasias, Lani acredita que as obras de conteúdo sexual são uma forma de libertação do prazer feminino.

A autora afirma que a literatura erótica ajuda mulheres a redescobrir desejos e se libertar. “Para o público feminino, funciona como forma de emancipação. A mulher sempre foi marginalizada, mas através dos livros eróticos elas podem viajar por vários universos e se encontrar com elas mesmas”, opina.

Ela compartilha que muitas leitoras entram em contato para comentar sobre seu trabalho e que o orgasmo feminino ainda é um grande tabu. “Várias mulheres passam a vida toda e não conseguem experimentar um, mas tenho leitoras que conseguiram se libertar e até criar uma nova relação com o marido”.

Lani ainda revela que a preferência geral é pelo sexo mais bruto e selvagem. “Mas também há várias leitoras românticas. O elemento essencial para todos é o romance, a trama. É importante a questão erótica, mas o que prende mesmo é como isso é construído. As cenas eróticas são um quê a mais”, avalia.

E a literatura erótica não é voltada apenas para o público feminino. A autora conta que homens e casais também leem junto, como forma de brincadeira sexual entre a dupla. “O que leva as pessoas a lerem é a curiosidade. Temas polêmicos e considerados tabu atraem mais, embora haja críticas”, analisa.

Ela aponta o sucesso da trilogia de 50 tons de Cinza como prova disso. “Foram livros muito criticados, mas aclamados pelos leitores. Ajudaram muito o mercado de literatura erótica, que antes era elitista e segregador. O mercado tem aberto espaço aos autores nacionais”, percebe.

Para Lani, ainda existe preconceito com o gênero, mas é cada vez mais fácil discutir termas relacionados à sexualidade. “A internet colaborou muito para isso. O Youtube, por exemplo, tem vários canais falando sobre o assunto, dando dicas e orientando o público”, exemplifica.

A autora afirma que existe um movimento, não só da literatura, mas da sociedade em busca da libertação da sexualidade. “A mulher começou a se emancipar, saindo da sombra do homem e buscando o próprio prazer, sem vergonha ou culpa. Esses pesos foram colocados na cabeça dela”, conclui.

Cinco autoras eróticas para descobrir e se deliciar

#1 E. L. James – Autora da trilogia 50 tons de cinza
#2 Jas Silva – Autora de Aconteceu Você
#3 Nana Pauvolih – Autora de Redenção pelo amor
#4 Beth Kery – Autora de Porque você é minha
#5 Sylvia Day – Autora da série Crossfire

SOBRE O AUTOR
Tatyane Mendes

Formou-se em Jornalismo pelo Centro Universitário Iesb em 2017. Atuou na redação de veículos como Correio Braziliense, Jornal de Brasília e O Globo cobrindo editorias de educação, trabalho, sociedade, política e nacional. Compõe a equipe de Vida & Estilo auxiliando na cobertura social e elaborando matérias de comportamento, beleza e personalidades. É a atual colunista da coluna de sexo Pouca Vergonha.

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