Homem na frente, mulher atrás: 9 curiosidades sobre o pegging

Caracterizado pela inversão de papéis no sexo, o ato não está relacionado à homossexualidade e pode trazer muito prazer ao casal

atualizado 18/04/2020 19:35

Close de home e mulher juntos Foto: WIN-Initiative/Neleman/ Getty Images

Com o passar dos anos e o surgimento de informações, cada vez mais as pessoas se permitem experimentar coisas novas e quebrar tabus já construídos há tanto tempo pela sociedade. Principalmente no que diz respeito à sexualidade.

Uma dessas descobertas é o polêmico pegging, que se caracteriza pela inversão de papéis na penetração – no caso, a mulher penetra o homem. Curioso(a)? Confira nove curiosidades sobre a prática:

1 – Peg o que?

O termo pegging para nomear o ato da inversão de papéis no sexo foi criado em 2001 pelo colunista de sexo norte-americano Dan Savage. Ao contrário do nome dado para outros comportamentos sexuais, pegging não possui tradução ao pé da letra ou um significado específico.

2 – Não. Não quer dizer que o homem é gay

Sabe-se que a masculinidade frágil é uma constante na sociedade. Como consequência, muitos homens heterossexuais ainda tratam o ânus como uma “área proibida”, e relacionam o prazer da região com a instantânea perda de sua “masculinidade”.

De acordo com o terapeuta sexual André Almeida, isso é uma ideia errônea, e atos sexuais, por si só, não têm a ver com orientação sexual. “É irreal acreditar nisso. O ânus é uma área muito erógena, ainda mais por conta da próstata, que é acessada por ele e conhecida como ponto G masculino”, explica.

Ou seja, gostar de ser penetrado por uma mulher ou sentir prazer anal não faz de um homem, homossexual, mas sim a atração sexual e afetiva pelo mesmo gênero.

3 – Fetiche feminino

Ainda que muito prazeroso para o homem, o pegging muitas vezes parte da mulher. “Além do fato dela gostar de presenciar o prazer do parceiro, existe toda uma questão de dominação e brincadeiras de submissão que podem estar envolvidas no fetiche de penetrar o homem”, diz.

4 – “Cintaralha ou cinta caralha”

O leitor pode estar se perguntando: “mas como a mulher vai penetrar o homem?”. No pegging, a troca de papéis acontece por meio de um acessório chamado strap on, que também é conhecido como cinta peniana ou “cintaralha”.

Trata-se, como o próprio nome sugere, de uma cinta com um consolo acoplado. A mulher veste e penetra o parceiro na posição que preferirem. No mercado, há diversas opções de cores, tamanhos e texturas.

5 – Uma cinta; dois pintos

Para os casais que querem ainda mais diversão, existem cintas que vêm com dois pênis acoplados – um para fora, para penetrar o homem, e um na parte de dentro, para penetrar a mulher enquanto ela penetra o homem. Pode parecer um pouco confuso, mas para os adeptos o prazer é garantido.

6 – E casais homossexuais?

Muitos relacionam penetração no homem como um ato homossexual, ou ainda consideram o uso das cintaralhas por casais lésbicos como um tipo de pegging. Contudo, quando o termo foi criado, foi para nomear, especificamente, a troca de papéis em transas heterossexuais. Ou seja, uma mulher penetrando um homem.

7 – Pegging no Instagram

A sexualidade inspira muitos artistas – não só hoje em dia, mas há exemplos datados de séculos atrás. E para os fãs da troca de papéis, existem perfis no Instagram, como o @strapon13, que se dedicam a compartilhar ilustrações sobre o tema.

 

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Uma publicação compartilhada por strap.pegging (@strapon13) em

8 – Literatura pegging

Na literatura, o pegging também tem um lugar para chamar de seu. Alguns autores se preocuparam em escrever livros em forma de manuais para quem quer saber mais ou começar a praticar, como o Pegging for Beginners and Experts, de Lugh Aonghus.

9 – Não comece com o pegging

Ainda que seja tentador descobrir cada vez mais a própria sexualidade e diversas formas de prazer, André não aconselha começar com o pegging logo de cara. A justificativa é que, na maioria dos homens, ainda há muita coisa a ser desconstruída, e pular etapas pode tornar uma coisa que é para ser prazerosa em uma experiência traumática.

“Após o homem conseguir dissociar o prazer da orientação sexual, ele consegue deixar abertura para o início de uma interação. A partir daí, a parceira pode passar a língua, o dedo, e assim vai, aos poucos, até o toque chegar ao strap on”, finaliza.

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