Conheça o pegging: prática sexual na qual a mulher faz a penetração

Usando uma cinta com um pênis acoplado, a parceira pode fazer a inversão de papéis e causar novas sensações no homem

Stela Woo/MetrópolesStela Woo/Metrópoles

atualizado 13/10/2018 20:48

No mundo dos fetiches sexuais, o pegging talvez seja um dos mais controversos. A prática consiste, na maioria dos casos, na inversão de papéis. Assim, a mulher realiza a penetração anal no homem, ao usar uma cinta strap-on com um dildo acoplado. Contudo, o ato também pode ser realizado por casais interessados em fazer a dupla penetração ou por duas mulheres que queiram incluir novas sensações.

As particularidades podem parecer fora do padrão, mas o pegging é uma febre nos Estados Unidos e nas redes sociais. No Instagram, existem mais de 70 mil publicações relacionadas ao ato.

Sexóloga, Luísa Miranda explica que a cinta peniana pode ser usada tanto por casais como trisais, héteros ou homossexuais. “O objetivo principal é promover prazer por meio da penetração vaginal e/ou anal, podendo incluir, claro, o sexo oral. Muitas pessoas ainda associam essa prática a homens gays. Contudo, a próstata é comprovadamente uma região muito sensível e prazerosa, por isso pode e deve ser explorada. Sempre com consentimento”, argumenta.

“O fato do homem gostar da penetração anal não significa que ele é homossexual. A região do ânus é uma zona erógena muito poderosa, principalmente por causa da próstata”, informa a educadora sexual Karol Rabelo. Ela ainda aponta: a cinta pode ser utilizada na realização da dupla penetração na mulher.

Para aproveitar ao máximo esse momento, que deve ser prazeroso, as especialistas recomendam  alguns cuidados como o uso de preservativos e lubrificantes. “A camisinha é muito bem-vinda, principalmente quando há penetração anal e vaginal, porque as bactérias das áreas são diferentes. Caso haja desejo de ambas penetrações, a camisinha deve ser trocada ou o acessório higienizado”, ensina Luísa. O cuidado também evita a disseminar doenças sexualmente transmissíveis.

Kamilla aponta que o lubrificante auxilia na penetração anal, pois essa região não é naturalmente lubrificada, como a vagina, por exemplo. “É importante homens e mulheres estarem relaxados e tranquilos, pois isso facilitará o prazer”, assegura.

Karol relata que as cintas geralmente são de couro, com abertura padrão, e a maioria vem com a prótese, variando entre 14 e 18 cm. “O pênis médio do homem brasileiro possui 14 cm e 4.5 cm de diâmetro. Para a região anal, as mulheres preferem algo mais estreito, então vale avaliar a finalidade do brinquedo. Eu recomendo sempre um tamanho mediano”, indica.

Outro ponto muito importante é a necessidade de boa comunicação entre as duas partes. “Caso a prática seja nova para os envolvidos, o diálogo se torna ainda mais importante, visto que sexo ainda é um tabu e é visto de formas diferentes por cada um”, relata Luísa.

Karol finaliza afirmando que os casais praticantes de pegging geralmente buscam quebrar tabus e potencializar o prazer.

SOBRE O AUTOR
Tatyane Mendes

Formou-se em Jornalismo pelo Centro Universitário Iesb em 2017. Atuou na redação de veículos como Correio Braziliense, Jornal de Brasília e O Globo cobrindo editorias de educação, trabalho, sociedade, política e nacional. Compõe a equipe de Vida & Estilo auxiliando na cobertura social e elaborando matérias de comportamento, beleza e personalidades. É a atual colunista da coluna de sexo Pouca Vergonha.

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