Caso Deborah Secco: transar mais de 10 vezes por dia é saudável?

Sexólogo fala sobre frequência sexual normal e de como saber separar gostar de sexo de vício em sexo

atualizado 10/07/2020 10:56

Hugo Moura e Deborah Secco Foto: Reprodução/Instagram

Na última semana, Deborah Secco causou alvoroço nas redes sociais ao confessar em uma live que, no início do relacionamento com o marido Hugo Moura, transava mais de 10 vezes por dia “quando transava médio”.

A internet, é claro, foi à loucura. O público se dividiu entre os admiradores/invejosos, os que acham esse tipo de declaração absurda e até mesmo os que acreditavam ser mentira, porque, afinal, nem é possível transar mais de 10 vezes por dia. Mas será que não é mesmo?

De acordo com o terapeuta sexual André Almeida, não só é normal como pode vir a ser muito saudável. “A frequência sexual é muito subjetiva e depende de cada pessoa. A frequência saudável é aquela que satisfaz todos os envolvidos e não causa sofrimento para ninguém”, explica.

O especialista frisa que o fato de ter sido no início do relacionamento faz com que seja mais comum ainda, já que no início é tudo novidade e o casal ainda está se conhecendo e descobrindo. “Estímulos novos são muito reforçadores, então há mais procura por sexo”, diz.

Mas sobe?

Um dos grandes motivos de haver uma parcela acreditando se tratar de um exagero é a crença de que um homem não consegue ter mais de 10 ereções e ejacular mais de 10 vezes em um único dia.

Mas isso não é 100% verdade. André confirma que, para os homens, existe o tempo de refração, que é o período de recuperação entre um orgasmo e outra ereção. Contudo cada indivíduo tem uma frequência fisiológica que pode aumentar ou diminuir este tempo.

“Existem sim homens que, além de terem uma libido maior, têm um tempo de refração menor para se recuperar e conseguem fazer sexo com mais frequência, sem esperar muito”, garante.

Além disso, o sexólogo entra na questão de que transar não se trata apenas do combo penetração + ejaculação. “Sexo pode se tratar de vários comportamentos sexuais, como sexo oral, masturbação mútua etc. Inclui penetração, mas não é só ela”, finaliza.

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