Vera Fischer fala sobre filme polêmico com Xuxa: “Foi lindo de fazer”

Em Amor Estranho Amor, a personagem de Vera estapeia a de Xuxa por se envolver com um menino de 12 anos

Reprodução/Instagram

atualizado 02/08/2019 16:37

Vera Fischer usou as redes sociais na quinta-feira (02/08/2019) para relembrar sua longa carreira na TV. Entre grandes trabalhos, a atriz destacou o filme Amor Estranho Amor, de 1982. O longa é polêmico por ter em seu papel principal a apresentadora Xuxa Meneghel, que faz sexo com um menino de 12 anos.

“Foi um filme delicado, silencioso, lindo de fazer. Ele [Walter Hugo Khouri] era um diretor único. Privilegiava os closes. Foi neste filme que eu tive que esbofetear a personagem da Xuxa, porque ela dava em cima do meu filho, um adolescente”, escreveu.

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Vera ainda revelou ter sido consagrada por causa da obra. “Foi com este filme que ganhei o meu segundo prêmio Air France de Cinema, o que me deixou muito orgulhosa”, declarou. “Mas tenho orgulho de todos os meus trabalhos”, disse ainda.

Na época em que Amor Estranho Amor foi lançado não havia liberação de imagem para vídeo. Portanto, Xuxa entrou na Justiça para recolher todas as fitas originais de locadoras pelo país, mas 4 mil cópias foram vendidas antes da ação ser concluída.

 

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Meus amores, o TBT de hoje resolveu ser malcriado e me dar trabalho, fazer o que? Vou tentar lembrar… em 1970 eu fiz um filme chamado “As mulheres que fazem diferente”, do Victor Mello (não sei o que elas faziam de diferente… sei que filmamos em Salvador – talvez elas fizessem moquecas, acarajés, vatapás diferentes… vai saber!) Na novela “Agora é que são elas”! Fiz par romântico com Miguel Falabella. Seguinte: a gente inventava de gravar cenas grandes sem ensaiar, e a gente adorava quando dava certo. E quando não dava, a gente errava, o Miguel dizia: “Ih, fomos abduzidos”! E a gente ria. A gente ria a novela inteira. Muito gostoso. Perry Salles e eu montamos a peça “Negócios de Estado”, com direção do genial Flávio Rangel, nos anos 80, uma peça refinada, glamourosa, alta comédia, um sucesso absoluto, que rodou o Brasil por três anos seguidos, nos trazendo muita felicidade. Outra peça que me trouxe muitas alegrias foi “Gata em teto de zinco quente”, produção que eu banquei por muito tempo, com um público imenso, e que tinha no elenco o meu querido ator Ítalo Rossi, que era muito brincalhão e que sempre me dava ótimos conselhos depois do café da manhã. Saudades! “Navalha na carne”, de Plínio Marcos, foi filmado inteiramente na Lapa, à noite, durante dois meses. Eu sofria o filme inteiro, apanhando do meu gigolô, caindo no asfalto e chorando. Claro que eu era prostituta Neuza Sueli, quase uma santa. Tanto que, no final do filme, ela aparece crucificada como Jesus Cristo, foi um trabalho muito barra pesada! Já “Amor estranho amor”, de Walter Hugo Khouri, foi um filme delicado, silencioso, lindo de fazer. Ele era um diretor único. Privilegiava os closes. Foi neste filme que eu tive que esbofetear a personagem da Xuxa, porque ela dava em cima do meu filho, um adolescente. Foi com este filme que eu ganhei o meu segundo prêmio Air France de Cinema, o que me deixou muito orgulhosa. Mas, tenho orgulho de todos os meus trabalhos. Bons, médios, ruins. Foi o que pude fazer. E a gente só aprende, fazendo. Sempre. Sempre.

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