Diego Montez fala sobre como será interpretar pai, Wagner Montes

O ator ainda comentou sobre William, personagem que ele encarna em Bom Sucesso

atualizado 12/12/2019 15:28

Diego Montez vai encarar um desafio decisivo na sua carreira em 2020. Nos palcos, o jovem ator, brilhando em Bom Sucesso, vai interpretar o próprio pai, Wagner Montes, no musical Silvio Santos Vem Aí. À colunista Patrícia Kogut, ele contou o que tem sentido durante sua preparação para o papel.

“A sensação é a de que vou fazer uma prova para a qual não preciso estudar, pois me preparei a vida inteira para ela. Ao mesmo tempo, sou uma pessoa completamente diferente do meu pai e o espetáculo o mostrará numa época em que eu nem era nascido. A minha preparação, por enquanto, está sendo assistir a vídeos do período em que ele era jurado do show de calouros do Silvio. Tem sido muito interessante, porque venho matando um pouco da saudade e descobrindo uma faceta dele que não conhecia bem”, disse.

Wagner morreu em janeiro deste ano e a proximidade do luto tem sido um fator de mais emoção nos ensaios. “Quando contei para a minha mãe (a atriz Sonia Lima) que iria interpretar o meu pai, ela chorou de emoção. Para mim também está sendo um misto de emoções. Eu e ele éramos bastante próximos, então, certamente vai ser algo muito forte”, frisou.

Com William, o sucesso se evidenciou inclusiva com sua manutenção na trama: a ideia inicial era de que ele iria morrer, mas a resposta do público fez com que isso não acontecesse. “Não pude contar nem para a minha mãe sobre essa morte. Aí os capítulos foram passando e o personagem continuou vivo. Achei estranho, mas fiquei quietinho na minha, como se nada estivesse acontecendo. Até que chegou um dia em que me avisaram que os planos  mudaram e ele continuaria vivo. O mais legal foi que ele não apenas continuou na novela, mas ganhou uma história interessante. O William é muito mais do que um alívio cômico, ele também passa uma mensagem importante de quebra de rótulos”, afirma.

SOBRE O AUTOR
Rafael Campos

Jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Atuou como repórter e editor do Sistema Meio Norte de Comunicação, em seu estado, até 2010. Ao chegar a Brasília, trabalhou por cinco anos no jornal Correio Braziliense como repórter e colunista. Desde 2016, é social media no Metrópoles. Entre suas premiações, recebeu o 2º Prêmio Inovação de Jornalismo; o 1º Prêmio SBPT de jornalismo em Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), o Prêmio Sebrae de Jornalismo e o Goethe-Institut Journalism Award for Young Journalists.

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