Zeca Dirceu avalia processar Paulo Guedes após barraco da “tchutchuca”

Na Câmara dos Deputados, bate-boca marcou sabatina do ministro da Economia, que disparou contra a "mãe e a avó" do parlamentar

Cleia Viana/Câmara dos DeputadosCleia Viana/Câmara dos Deputados

atualizado 04/04/2019 18:23

Após chamar o ministro da Economia, Paulo Guedes, de “tigrão” e “tchutchuca” durante audiência pública da Câmara, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) avalia, agora, processá-lo. Isso porque o representante do governo federal rebateu o ataque do petista ao esbravejar que “tchutchuca é a mãe e a avó” do parlamentar.

A jornalistas, o Zeca Dirceu afirmou que o dono das chaves do cofre da União reagiu de maneira desproporcional à provocação. “Guedes não aguentou a discussão, agrediu minha mãe e a minha avó. Ele baixou o nível”, declarou.

O bate-boca entre os dois políticos resultou no fim da reunião realizada pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa para sabatinar o ministro sobre a reforma da Previdência. Ao pedir a palavra, o filho de Clara Becker e José Dirceu (PT) fez referência a um famoso funk carioca. Segundo o deputado, Guedes era “tigrão” com aposentados, agricultores e professores, mas “tchucthuca” com os “amigos mais privilegiados”.

Após Paulo Guedes retrucar o congressista, opositores e defensores do governo de Jair Bolsonaro (PSL) protagonizaram um verdadeiro barraco na sala da comissão. Aliados do Planalto chegaram a ameaçar Zeca Dirceu pela forma como se dirigiu ao ministro.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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