Sem quórum, projeto Escola sem Partido é arquivado na Câmara

Presidente da comissão que analisa a proposta encerrou os trabalhos do ano sem colocar o voto do relator em pauta. Oposição comemorou

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atualizado 11/12/2018 17:15

Os deputados federais adiaram a votação da polêmica proposta conhecida como Escola sem Partido (PL nº 7180/14 e outros). Por falta de quórum e pela agenda apertada de fim de ano, o presidente da comissão especial que trata da matéria, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), decidiu que não vai mais convocar reuniões do colegiado antes do início do recesso parlamentar. Com isso, a comissão será extinta na mudança de legislatura.

Com a decisão, caberá à nova bancada da Câmara dos Deputados, que toma posse em 1º de fevereiro de 2019, analisar – ou não – novamente o assunto. Para isso, os deputados terão de reapresentar a proposta e recriar a comissão.

Entre outros itens, o projeto proíbe que professores e educadores manifestem posicionamentos ideológicos e discutam questões de gênero com os estudantes.

O adiamento fez com que deputados contrários à medida comemorassem na sala das comissões. “Conseguimos impedir que este projeto fosse aprovado nesta comissão. Isso significa que, no ano que vem, vamos partir do zero”, disse Erika Kokay (PT/DF), uma das opositoras da proposta.

“É preciso que tenhamos uma clareza muito grande, porque teremos de disputar as narrativas. No ano que vem, temos certeza que voltarão com a escola amordaçada. Precisamos continuar com essa mágica de transformar minorias em maioria. Mordaça nunca”, acrescentou Erika Kokay.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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