*
 
 

Desde o início da gestão Rodrigo Rollemberg (PSB), em 1º de janeiro de 2015, iniciou-se um embate com o funcionalismo do GDF, que aguardava a terceira e última parcela do reajuste salarial concedido ainda no mandato de Agnelo Queiroz (PT).

Sob o mantra da falta de recursos, os servidores até hoje não receberam a incorporação. Mas agora, ano em que Rollemberg disputará a reeleição, há possibilidade de as categorias terem uma sinalização positiva.

Nesta quarta-feira (14/2), Rollemberg flexibilizou – ainda que timidamente – o discurso repetido ao longo dos últimos três anos. Ao ser questionado sobre a chance de os servidores, enfim, receberem os contracheques atualizados, o governador disse que o assunto “não está em pauta no momento”. Contudo, não fechou as portas.

Em vez de negar a possibilidade enfaticamente, como das outras vezes em que comentou o tema, o socialista respondeu com um evasivo “não sei” ao ser perguntado se o debate pode voltar à mesa neste ano.

Até porque, desde setembro passado, as finanças do GDF não estão mais estranguladas pelos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que assombrou o Buriti por praticamente três anos.
Pode parecer pouco, mas, para os servidores que se resignavam com o silêncio palaciano, a declaração de Rollemberg soa como música.