“Não estou me colocando [como candidato]”, afirma Luciano Huck

Mesmo sem definir o papel que desempenhará nas eleições 2022, Huck diz que participará dos debates para busca de novos caminhos para o país

Caio Barbieri/MetrópolesCaio Barbieri/Metrópoles

atualizado 22/09/2019 23:27

Rio de Janeiro — Aposta de muitos movimentos que investem na renovação política, Luciano Huck desmentiu, neste domingo (22/09/2019), os rumores sobre uma possível candidatura ao Palácio do Planalto em 2022. Durante encontro de lideranças do RenovaBR, no Rio de Janeiro, o apresentador foi pessoalmente levar seu apoio aos 233 cariocas selecionados pela entidade para disputarem as eleições municipais contra figurões da política.

“Não estou me colocando [como candidato]. Estou me colocando como cidadão cada vez mais ativo para trocar ideia com vocês e e tentar encontrar soluções para as coisas. Minha cruzada é para achar respostas”, garantiu.  Desde as últimas eleições, o global é alvo de especulações de um suposto projeto de ocupar a principal cadeira da Esplanada dos Ministérios, mas sempre negou.

Neste domingo chuvoso na capital fluminense, não foi diferente. “Acho que a gente está sonhando pouco. O Brasil precisa voltar a sonhar grande”, instigou o apresentador para o público de quase 300 pessoas, número mais modesto se comparado com a audiência no programa semanal exibido em canal aberto de televisão.

Durante os pouco mais de 30 minutos que palestrou, com a presença da esposa e também apresentadora Angélica, Huck garantiu que não será a linha ideológica o que pesará para definir o futuro do país. “Qual é a ideia? Como é que faz? Com qual dinheiro? Pode ser de esquerda, de direita de centro, tanto faz. Eu consigo enxergar muita beleza nas ideias liberais, acredito num mercado aberto, desburocratizado, mas se a gente não tiver um olhar social numa sociedade como o Brasil não vai dar certo”, frisou.

Huck criticou a polarização vivida no país entre os defensores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há mais de um ano na sede da Polícia Federal em Curitiba (PF). “O que aconteceu com nosso sonho, de como os outros nos viam e como a gente nos vê. Cadê aqueles imigrantes que vinham atrás de esperança. Agora, são mais de 500 mil brasileiros que foram para Portugal. Hoje em dia, o país está dividido até na mesa do jantar. É briga no grupo de WhatsApp da família. Não há mais como ser amigo sem discordar”, pontuou.

Mesmo sem definir exatamente o papel que desempenhará nas próximas eleições, Luciano Huck garante que participará dos debates para busca de novos caminhos para o país. “Ainda dá pra acreditar na política do Brasil. Lógico que dá. Estou aqui hoje e essa é a maior prova disso”, afirmou o apresentador ao Metrópoles.

RenovaBR
Luciano Huck foi o principal convidado por Eduardo Mufarej, fundador do movimento autoclassificado “a maior escola de democracia do Brasil”. A entidade realiza o segundo curso, desta vez preparativo para as eleições municipais do ano que vem, formando nomes alternativos aos da política tradicional. “Não importam partidos e posicionamentos, a prioridade do RenovaBR é capacitar gente disposta a dialogar e que tenha comprometimento ético”, finaliza Mufarej.

*O repórter viajou a convite do evento

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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