Ex-aliado, presidente do Podemos-DF resiste à aliança com Rollemberg

A sigla teria ao menos quatro motivos para não embarcar no projeto de reeleição do governador socialista

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atualizado 24/06/2018 16:03

Uma das atuais missões assumidas pelo grupo político ligado ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é tentar convencer o comando do Podemos-DF a integrar a possível chapa de reeleição do gestor. Contudo, não será tarefa fácil por três razões.

A primeira, porque a legenda seguirá o rito nacional e trabalha para construir no DF palanque para o presidenciável da sigla, Álvaro Dias. Pessoas ligadas ao senador garantem que a estratégia da campanha é não colar a imagem a políticos mal avaliados pela população.

A segunda, porque o presidente regional do Podemos, Marcos Pacco, costura uma aliança proporcional competitiva. A ideia nesse ponto é garantir também votos para o partido ultrapassar a cláusula de barreira (número mínimo de votos por sigla), estabelecida na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional.

Por fim – e talvez esta seja a mais forte razão para o Podemos não entrar no projeto de reeleição do socialista –, é que a caneta do partido, atualmente, é do professor Pacco. Ex-administrador de Brasília, o político foi preterido durante o governo Rollemberg. Apesar de demonstrar separar as coisas, ele confirma: “As possibilidades [de aliança] são mínimas”.

O mundo gira.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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