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Citado por correligionários como um possível nome para a disputa pelo GDF, o ex-ministro Ricardo Berzoini parece não ter embarcado nos planos da Articulação Unidade na Luta, uma das correntes do PT.

Quadro histórico da legenda, Berzoini foi citado pela presidente da sigla no DF, a deputada federal Erika Kokay, no último sábado (24/2). “O nome dele dignifica muito o PT-DF”, disse a parlamentar.

Ministro da Previdência Social e do Trabalho no governo Lula, Berzoini já comandou o PT nacional e também foi titular das pastas das Comunicações e de Relações Institucionais na gestão Dilma Rousseff.

Sem mandato eletivo atualmente, o ex-ministro se esquiva das articulações do PT-DF. Ao Metrópoles, o petista disse que não pretende nem sequer entrar na briga, dentro do partido, para ver quem estará na corrida pelo Buriti.

Tem muitos companheiros do PT falando sobre isso. Mas eu, pessoalmente, tenho muita dificuldade em assumir essa tarefa, por conta de compromissos profissionais e familiares. Pessoalmente, não sou candidato"
Ricardo Berzoini

Domicílio eleitoral
Berzoini transferiu o domicílio eleitoral de São Paulo para o Distrito Federal em 2017, sinalizando que seria candidato pela capital da República. Ele era cogitado para concorrer à Câmara dos Deputados ou ao Senado.

Embora afirme ser “mais viável” não entrar no pleito deste ano, nada está definido. “Estou ouvindo e só vou me posicionar quando tiver clareza de todas as variáveis, inclusive em relação às questões programáticas”, sustenta.

Caso a Articulação Unidade na Luta persista em Berzoini – ou em outra pessoa –, o PT-DF deverá escolher o candidato ao GDF por meio de votação interna. A corrente Construindo uma Nova Brasília apresentou o nome do economista Afonso Magalhães como pré-candidato ao cargo de governador.

Por outro lado, a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) Rosilene Corrêa se retirou da disputa. “Se ela quiser colocar o nome novamente, será bastante respeitado, porque atende todos os critérios necessários para concorrer a uma eleição majoritária pelo PT”, pondera Erika Kokay.



 


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