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Após sete anos sem eleições diretas, o atual comando do PSDB-DF decidiu marcar para 1º de junho as convenções regionais reservadas à escolha da nova direção do ninho tucano. Apesar da expectativa, a guerra interna da sigla promete esquentar nos próximos dias.

É que, segundo relatam tucanos, a data da convenção só pode ser marcada 25 dias após a deliberação. Como a decisão ocorreu na segunda-feira (7/5), na prática, o encontro só poderia ocorrer no primeiro dia após o prazo estipulado – a partir de 2 de junho.

Em tom de brincadeira, o comandante regional da legenda, deputado federal Izalci Lucas, não pensou duas vezes em dar o recado aos adversários: “Peça que mandem essa reclamação para o papa”, disparou.

O embate é previsto porque, o mesmo dia 1º marca o fim da postergação do mandato de Izalci, que tentará oficializar a candidatura ao Palácio do Buriti.

Caso a eleição seja marcada após essa data, a condução do processo teria de ser feita pela direção nacional do PSDB, coisa que os tucanos de alta plumagem não estão nada interessados.

Impugnação
Na noite de terça-feira (8/5), um grupo de dissidentes do partido protocolou, tanto na sede nacional do PSDB quanto no diretório local, pedido de impugnação ao edital que convocou os filiados para as convenções regionais. O documento relata que a data marcada “ofende” o estatuto partidário, por não cumprir o prazo de 25 dias e por não ocorrer “preferencialmente” domingo, conforme consta no regimento partidário.

Em um outro argumento, os filiados apontam que houve falhas na formulação do edital, especialmente pelo fato de convocar convenções apenas para votos ao diretório regional, sem mencionar as zonais partidárias, que gera “inclusive dúvidas acerca de quais filiados realmente terão direito a voto”, conforme registra o documento protocolado.

 

 



 


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