Caciques nacionais decidirão o destino do Podemos nas eleições do DF

Partido não decidiu o caminho a seguir nas eleições de outubro, mas integrantes do diretório nacional garantem que palavra final é da cúpula

DIDA SAMPAIO/ESTADÃODIDA SAMPAIO/ESTADÃO

atualizado 12/06/2018 12:05

Com os acordos políticos cada vez mais próximos da definição para a campanha distrital, os partidos que ainda não decidiram por qual caminho seguirão passam a ser objeto de cobiça dos diferentes grupos ideológicos. Um deles é o Podemos, que recentemente perdeu o presidente local, Ronaldo Fonseca, para tornar-se ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Acéfala desde então, a sigla passou a sofrer impasses internos sobre a quem dará apoio para a candidatura ao Palácio do Buriti. A legenda está dividida entre o grupo que trabalha para a reeleição do atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), a ala que prefere seguir de mãos dadas com a aliança liderada pelo médico Jofran Frejat (PR) e ainda a chamada terceira via, que tem Izalci Lucas (PSDB) como possível cabeça de chapa.

A decisão, contudo, não será definida apenas pelo diretório regional. Integrantes da campanha do presidenciável da sigla, senador Álvaro Dias (foto em destaque), antecipam que a direção nacional terá palavra determinante sobre o destino do Podemos no DF. Alegam que, dentro das negociações, o natural é que o pré-candidato ao Palácio do Planalto consiga ter palanque na campanha local.

Nesse cenário, avaliam aliados do congressista, dificilmente o senador aceitaria deixar o partido erguer a bandeira do atual governador do Distrito Federal. A justificativa é “a conhecida rejeição local”.

SOBRE OS AUTORES
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

Isadora Teixeira

Concluiu o curso de jornalismo no Centro Universitário Iesb. Fez estágio no Metro Jornal por dois anos.

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