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O mês de junho não é só dos namorados. A época celebra também o Orgulho LGBT+, e o assunto é tendência nas passarelas desde os desfiles da última temporada – quando grifes internacionais, como a Burberry e Alice + Olivia, exibiram tênis, capas, vestidos, moletons e outros acessórios nas cores do arco-íris.

Este mês, diversas brands de vários segmentos declaram seu apoio à causa. O universo fashion abraça o queer: roupas e acessórios ganham cores e estampas temáticas.

Curti bastante quando descobri que a Disney entrou na onda e lançou a primeira coleção colorida em tons vibrantes de amarelo, vermelho, verde, laranja, azul e roxo. Ela inclui itens como chapéus, meias, camisetas, calças, sneakers e casacos.

Outras labels que apostaram na ideia são a Converse, H&M, C&A, American Eagle e Renner.

Vem comigo conferir!

 

Disney
É a primeira vez que os produtos oficiais com as orelhas do camundongo mais famoso do mundo aderiram às cores do arco-íris. A gigante americana já havia chamado atenção em abril, quando fez chapéus com as orelhinhas rainbow. 

Agora, a nova coleção tem camiseta, regata, boné e outros acessórios que misturam os tons em estilo tiedye, fazendo referência aos pós coloridos do festival Holi, dedicado a comemorar, todos os anos, a chegada da primavera na Índia.

Divulgação/Disney

Chapéu multicolorido que a Disney lançou em abril

 

 

Divulgação/Disney

Camiseta lançada para o Pride Month

 

Divulgação/Disney

A pochete, item vintage queridinho dos millennials, também foi estampada em tie-dye

 

Divulgação/Disney

O design retrô no boné com vibe anos 1980

 

Converse
Parceira oficial da Converse há um tempo, a ex-Disney Miley Cyrus assina mais uma coleção da marca e, desta vez, celebra a comunidade que ela tanto ama e defende. A colab leva o símbolo da instituição beneficente da cantora, a Happy Hippie Foundation, dedicada a acolher jovens LGBT+ abandonados pela família.

Os tênis são bem coloridos e transmitem todas as good vibes da nova fase da cantora. Repare nas plataformas altas, que ela adora colocar nas criações.

Divulgação/Converse

As plataformas altas são a cara das coleções que Miley assina com a Converse

 

Divulgação/Converse

E, claro, para trazer toda a essência da cantora, não podia faltar glitter

 

Divulgação/Converse

As bolinhas deram um toque bem cool a este par com cano alto

 

Divulgação/Converse

Além dos tênis, a coleção traz casaco e calça moletom

 

Divulgação/Converse

O conjunto de moletom ficou bem estiloso

 

Divulgação/Converse

Todos os tênis têm as cores do arco-íris no solado. Bem bacana

 

C&A
O arco-íris está com tudo também nos modelos da C&A. Além das pochetes, que são o acessório do momento, a marca trouxe jaquetas, camisetas e até sungas estampadas com as sete cores do fenômeno natural. A cantora Anitta, em sua apresentação na Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, homenageou a casa e vestiu um body da nova coleção.

Reprodução/Instagram

Anitta com o look colorido da C&A na Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo

 

Divulgação/C&A

Pingos e forro listrado. Adorei!

 

Divulgação/C&A

As listras coloridas também aparecem neste short e no detalhe do bolso da camiseta

 

Divulgação/C&A

look não precisa ser sempre multicolorido

 

Divulgação/C&A

O detalhe bordado combinou muito com a cor do boné

 

Renner
A Renner também entrou na onda. Investiu em t-shirts básicas que servem para todos os gêneros, cada uma com uma cor do arco-íris. Há também brincos, mochilas, vestidos e tênis na vibe moody sport, em alta nas ruas.

Divulgação/Renner

Os bordões famosos dos LGBT+ dão atitude às camisetas com as cores do arco-íris

 

Divulgação/Renner

Esses brincos combinam com as demais peças coloridas e também dão uma quebra em looks mais monocromáticos

 

Divulgação/Renner

moody sport está em alta e aparece nesta coleção

 

H&M
Outra que estreia uma cápsula com a vibe queer é a H&M. A loja trouxe para seu fast fashion contemporâneo referências nostálgicas dos anos 1970 em camisetas, calças e croppeds com impressões vintage.

A campanha Pride Out Loud é uma iniciativa conjunta com a Out Magazine e traz influencers, como o esquiador olímpico Gus Kemsworthy, a cantora Kim Petras e a drag queen Aja, do reality RuPaul’s Drag Race.

“Neste Pride Month, nós celebramos a liberdade de amar quem e quanto quisermos”, diz a descrição da coleção.

Além disso, a loja vai doar 10% das vendas para a campanha UN Free & Equal.

Divulgação/H&M

O famoso modelo Shaun Ross com a drag Aja na campanha para a coleção Pride Out Loud

 

Divulgação/H&M

A modelo e ativista Gabrielle Richardson com um look sport

 

Divulgação/H&M

Adorei a estampa vintage desta t-shirt

 

Divulgação/H&M

Nada como um belo par de meias para fazer um statement

 

Divulgação/H&M

Mais uma das minhas peças favoritas

 

American Eagle
A American Eagle vai doar 100% dos lucros obtidos com a nova coleção para o projeto It Gets Better. Aqui, as referências são mais oitentistas e, embora os itens sejam básicos, os letterings trazem a descontração e o espírito vibrante da época. Falar do futuro com uma inspiração no passado ressalta os avanços já conquistados até aqui, ao mesmo tempo que destaca a importância de a luta continuar.

Divulgação/American Eagle

Além de divertida e cool, a estampa desta t-shirt dá uma ideia de união, tudo a ver com o mês

 

Divulgação/American Eagle

tie-dye também aparece nesta cueca com a logo da American Eagle

 

Divulgação/American Eagle

Meias longas numa pegada mais street: tendência do momento

 

Pride Month
Junho é o mês em que a comunidade queer dos Estados Unidos se reúne em manifestações e eventos voltados para a visibilidade da causa. É um ato político em prol da igualdade, homenageando também a rebelião de Stonewall, que ocorreu em Nova York no ano de 1969.

Os protestos começaram após a polícia dessa cidade norte-americana invadir o bar Stonewall Inn, localizado em Manhattan, nas primeiras horas da manhã de 28 de junho de 1969. Na época, poucos estabelecimentos recebiam pessoas abertamente homossexuais.

O Stonewall Inn era uma dessas propriedades mais liberais. No entanto, uma batida policial saiu do controle, atraiu a multidão e gerou um protesto.

Começou ali uma briga entre a comunidade LGBT de Greenwich Village e a polícia de Nova York, motivando várias manifestações. Dentro de semanas, os moradores do bairro organizaram grupos ativistas que buscavam proteção contra a violência e o preconceito. Jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros enfrentaram a repressão da polícia e, naquele mesmo ano, a primeira parada LGBT+ da história foi às ruas da cidade.

Reprodução/Twitter

A partir de 1970, a parada virou uma tradição para relembrar o ocorrido de 1969, e outros países aderiram à ideia

 

A ideia de “orgulho” aparece como o contrário de “vergonha”, reafirmando o respeito e os direitos da comunidade.

Hoje, o mundo abraça o período, relembra as lutas e comemora, de cabeça erguida, todas as conquistas dos últimos 50 anos. Inclusive, em junho de 2015, a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento de pessoas do mesmo sexo. O respeito às diferenças e às identidades de gênero e à sexualidade está ganhando espaço, além do apoio de grandes instituições e empresas.

É importante lembrar que, além de junho ser o Pride Month nos Estados Unidos, outubro é considerado por lá o mês da história LGBT+.

Mas, afinal, qual é o significado das cores?
As primeiras aparições da bandeira de arco-íris como símbolo do universo queer foram nos anos 1970. A ideia foi do designer americano Gilbert Baker, que criou, em 1978, uma versão com oito cores, e cada uma delas com um significado.

No decorrer dos anos 1980 e 1990, a bandeira se popularizou. Hoje, é mais comum que tenha apenas seis tons diferentes, sem rosa e turquesa.

Rosa: sexualidade
Vermelho: vida
Laranja: cura
Amarelo: luz solar
Verde: natureza
Turquesa: mágica e arte
Azul: serenidade e harmonia
Roxo: humanidade

Reprodução/Twitter

O artista e ativista Gilbert Baker foi o criador da bandeira de arco-íris. Morreu em 2017, aos 66 anos

 

Moda
Colabs entre grandes marcas e a causa LGBT+ são criticadas por parte da comunidade. Alguns membros acreditam que essas parcerias só visam ao pink money – expressão utilizada para se referir ao poder de compra dessas minorias – e não abraçam necessariamente as lutas e anseios do movimento.

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Colaborou Hebert Madeira



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