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A Semana de Moda de Paris começou nessa terça-feira (27/2) e promete muitas novidades nos próximos dias. A capital francesa é a última parada no roteiro intenso dos fashionistas e inclui as marcas mais relevantes da indústria. Entre cores vibrantes, peças em patchwork, feminismo e sensualidade, uma coisa é certa: não existem regras.

Vamos começar? Vem comigo!

Lenços by Marine Serre
O último ano foi repleto de momentos marcantes para Marine Serre e, com certeza, seu desfile na Semana de Moda de Paris, que aconteceu terça-feira (27), arrematou essa onda de emoções. A jovem francesa formou-se recentemente na escola de design La Cambre, em Bruxelas, e, antes mesmo de ter a própria label, foi declarada vencedora do concurso de novos talentos do grupo LVMH 2017.

Para esse momento especial, ela desenvolveu uma coleção que mistura o estilo esportivo com peças leves e glamourosas. Capas de chuva e roupas de nylon surpreenderam, mas o destaque foram os lenços, dando vida, cor e movimento ao desfile. Eles apareceram em vários looks e foram usados de diversas maneiras, em saias, vestidos, tops, presos nos brincos e enrolados nas bolsas redondas.

A padronagem de lua crescente (que já virou marca registrada de Marine) também esteve presente em várias produções, inclusive junto com os lenços. Supercool!

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Patchwork na Dior

O manifesto era gritante mas o aconchego nas peças em patchwork foi maior. The future is female” é tema recorrente na passarela de Maria Grazia Chiuri. Há dois anos, ela assumiu o cargo de diretora criativa na Christian Dior. Conhecida por desenvolver coleções que misturam moda e política, Chiuri abriu o desfile com Ruth Bell vestindo suéter com os dizeres: “C’est non non non et NON!” – “É não, não, não e NÃO!”, em tradução livre.

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Na passarela, voltou no tempo e nos transportou ao manifesto estudantil francês de 1968. Investiu na mistura do masculino com o feminino em blazers oversized, pantalonas e kilts, que aparecem com camisetas, chapéus e botinas. Essas, aliás, acompanhavam delicados vestidos.

A feminilidade ficou por conta das saias em tule – tendência recorrente nas criações de Chiuri. As novas peças em patchwork, como bolsas, saias, botas, vestidos e casacos, foram a grande novidade da coleção. A cintura marcada aparece com cintos largos que carregam o “D” da marca em dourado.

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V-neck na Saint Laurent

É fácil identificar a musa de Saint Laurent: ombros à mostra em decotes sharp, sexy e nada convencionais. A alfaiataria é impecável. O look ousado geralmente mistura salto alto e saia curta. Versátil, pode ser dramática ou delicada, mas sempre poderosa e sedutora.

Quando cobertos, os ombros fazem referência aos anos 1980 por meio de ombreiras que, nesta coleção, acompanham looks com um exagerado decote em V. O preto marcou presença, mas, no final do desfile, fomos surpreendidos pela delicadeza das peças em estampas florais e cheias de leveza, mas sem ofuscar a imponência dos itens.

Trend alert: outras marcas – como Halpern Studio, Lanvin, Gareth Pugh, Jacquemus, Raquel Diniz e Roksanda – também apostaram nesse formato de decote.

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Azul-royal na Maison Margiela
O desfile da Maison Margiela durante a fashion week parisiense foi extremamente colorido. Tons vibrantes de amarelo, vermelho, rosa e roxo ofuscaram e ao mesmo tempo complementaram a neutralidade do bege e do preto. Porém, foi a vivacidade do azul-royal que marcou a apresentação de outono/inverno da marca.

As cores estavam presentes também em batons, detalhes das golas, high-top sneakers, blazers, parkas e casacos transparentes, que aparecem nessa paleta de tons, trazendo modernidade e praticidade.

Sob comando do icônico John Galliano, a grife apostou em sobreposições volumosas e excessos para a próxima estação. Composição ideal para as baixas temperaturas, comuns ao inverno europeu.

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Leopardo boêmio na Giamba
Giambattista Valli saiu do óbvio e introduziu o estilo boho chic em sua melhor versão, durante o desfile de sua segunda marca. A Giamba foi criada há três anos para proporcionar às clientes da grife uma moda um pouco mais casual.

O diretor criativo inovou quando misturou a fluidez e a delicadeza das peças com a força e a sensualidade do animal print. Vestidos soltos e leves chamaram atenção com um mix de estampas como a de zebra – novidade em alta nesta temporada –, além de formas geométricas e do clássico padrão floral.

Botas de leopardo foram o toque final, fazendo o contraponto perfeito entre a mulher romântica e a selvagem. Quem veste Giamba esbanja segurança e confiança, mas sem abrir mão da feminilidade. Ponto positivo para o estilista. Ele fugiu do óbvio e acertou em cheio!

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Esse é apenas o começo. Vamos aguardar!



 


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