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Ilca Maria Estevão

Michael Kors e Marc Jacobs levam nostalgia ao último dia de NYFW

As marcas norte-americanas apresentaram suas coleções de primavera/verão 2020 em um clima saudosista

12/09/2019 19:00, atualizado 12/09/2019 19:08
Victor VIRGILE/Gamma-Rapho via Getty Images
Michael Kors e Marc Jacobs levam nostalgia ao último dia de NYFW

A Semana de Moda de Nova York abriu o circuito dos principais desfiles internacionais de primavera/verão 2020. De 6 a 11 de setembro, a programação oficial reuniu shows marcantes e autênticos. No último dia, um dos destaques ficou por conta de Michael Kors, com muitas particularidades e significados pessoais. A apresentação de encerramento do evento, feita por Marc Jacobs, também não deixou a desejar: cheia de personalidade.

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Michael Kors

Para o spring/summer 2020, Michael Kors optou por viver uma experiência nostálgica e até familiar. Conhecida por um estilo luxuoso mais popular, a marca homônima retratou o “sonho norte-americano”.

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Kors se inspirou em uma visita recente a Ellis Island, símbolo da imigração para os Estados Unidos. A bisavó hebraica do estilista chegou ao local de barco na adolescência e depois começou uma nova vida no país.

A iniciativa pode ser entendida como uma manifestação política. Afinal, a atual abordagem sobre imigração do presidente Donald Trump é considerada excludente e até xenofóbica.

Entre as peças apresentadas, suéteres com uma palavra riscada: “hate” (ódio, em tradução).  “A América é sobre imigrantes. Somos todos imigrantes ”, disse Kors à imprensa internacional.

As roupas da coleção também utilizaram referências do universo náutico: chapéus de marinheiro, âncoras e sapatos típicos de navegação. O designer celebrou, ainda, o sportwear e os trajes de banho, mesclados com a alfaiataria moderna.

Além disso, brincou com as formas: transitou por shapes acinturados e oversized, ombros marcados e mangas bufantes. Nas estampas, xadrez e poá.

Uma novidade para a edição foi o lançamento do minidocumentário Michael Kors: A Portrait, dirigido por Alison Chernick. A produção, disponível on-line, mostra detalhes da carreira do estilista, com memórias antigas, relatos atuais e percepções sobre o universo fashion.

A grife reuniu personalidades no Duggal Greenhouse, localizado no Brooklyn Navy Yard. Foram prestigiar a label nomes como Nicole Kidman, Kate Hudson, Anna Wintour, Rachel Zoe e Lucy Hale.

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Peças com mensagem de cunho político e social implícita
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Ombros marcados com elegância
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Estampa com âncoras e o toque de charme do blazer oversized
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Clássica e despojada ao mesmo tempo
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Peça de alfaiataria acinturada: chique e cool
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O estilista apostou em padronagens suaves
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Michael Kors fez uma coleção com simbologias norte-americanas
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Gola alta no jumpsuit de alfaiataria
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Mix de estampas harmônico
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Os itens trazem referências náuticas
Marc Jacobs

A etiqueta escolhida para encerrar o calendário oficial do Nova York Fashion Week foi Marc Jacobs. O desfile foi uma homenagem ao passado, uma celebração do presente, mas também um olhar para o futuro. Tudo isso com foco na diversão.

A plateia recebeu um papel com uma citação da revista Paper Magazine, de Christopher Barnard, sobre uma coleção da marca apresentada em 10 de setembro de 2001. “Na segunda-feira à noite, antes do 11 de setembro, Marc Jacobs mostrou um desfile de moda cheio de estrelas no Pier 54, com as torres gêmeas brilhando a apenas algumas centenas de metros”, escreveu, na época.

A ideia foi repetir a dose da coleção da primavera/verão de 2002: “uma celebração da vida, alegria, igualdade, individualidade, otimismo, felicidade, indulgência, sonhos e um futuro não escrito”. O designer também caprichou em referências gerais do próprio trabalho ao longo dos anos, voltado para uma notória estética dos anos 1970.

Repleta de volume, formas e texturas, a passarela recebeu looks trabalhados na extravagância e na explosão de cores. Plumas, babados e modelagens estruturadas roubaram a cena. Destaque ainda para os acessórios, como lenços e chapéus poderosos.

Celebridades como Zendaya, Anwar Hadid e Dua Lipa foram assistir ao desfile na fila A. O show aconteceu no edifício histórico Park Avenue Armory, que fica no Upper East Side de Nova York.

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Exagero na passarela da Marc Jacobs
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A primavera/verão 2020 da marca é descontraída
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Acessório floral e colorido em um look clássico
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Cores enérgicas em visuais sofisticados
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Marc Jacobs mergulhou em referências vintage e das próprias criações ao longo dos anos
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Modelagem ampla e retrô
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Estilo mullet reinventado
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Muitas cores e maquiagem com pegada “fantasia”
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Estética desconstruída
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Marc Jacobs também usou cintilância

Colaborou Rebeca Ligabue