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Recentemente, Virgil Abloh concedeu uma entrevista à revista americana The New Yorker, na qual falou sobre a última coleção masculina da Louis Vuitton, inspirada em Michael Jackson. Durante a conversa, o estilista foi questionado sobre o documentário Leaving Neverland, que destaca as alegações de abuso sexual feitas contra a estrela do pop na década de 1990.

Em resposta à publicação, ele disse desconhecer o longa, transmitido no festival de Sundance e no canal HBO, e que queria focar apenas no lado bom e humanitário do cantor. A fala desencadeou uma série de críticas.

Nas últimas semanas, o filme acabou ganhando uma grande visibilidade na mídia, e os clientes começaram a indagar como a casa de luxo francesa iria lidar com sua nova linha de outono, desfilada na última Semana de Moda Masculina, em janeiro. Eis que nesta quinta-feira (14/3), a maison e seu líder resolveram se manifestar.

Vem comigo saber o que eles vão fazer!

 

Em um comunicado, primeiramente publicado pelo WWD, Abloh destacou que sua intenção era transmitir o trabalho de Michael Jackson e não suas ações. “Nós nos referimos ao seu legado, que influenciou toda uma geração de artistas e designers. Estou ciente de que, à luz deste documentário, o programa causou reações emocionais. Eu condeno estritamente qualquer forma de abuso infantil, violência ou infração contra quaisquer direitos humanos”, escreveu.

Na carta, além do comentário do diretor criativo, vemos também a opinião de Michael Burke, presidente e CEO da Louis Vuitton. “Achamos as alegações do documentário profundamente perturbadoras. A segurança e o bem-estar das crianças é de extrema importância para a grife e estamos totalmente comprometidos em defender essa causa.”

Reprodução

Documentário Leaving Neverland destaca as alegações de abuso sexual feitas contra Jackson

 

Donna Connor/FilmMagic

Abloh declarou que gostaria se de ater apenas ao lado bom e humanitário do cantor

 

Victor Boyko/Getty Images

Após críticas, estilista condenou qualquer forma de abuso infantil, violência ou infração contra quaisquer direitos humanos

 

A etiqueta do grupo LVMH também enfatizou que a equipe não tinha conhecimento do documentário na época do desfile, já que a película estreou em Sundance no final de janeiro e teve seu primeiro trailer lançado em fevereiro, seguido de sua estreia na HBO, em março.

Conforme relatado pelo WWD, a Louis Vuitton optou por não produzir nenhuma das peças que apresentem elementos da aparência de Jackson, o que deve incluir a camiseta com a imagem dos pés do astro com meias brancas e mocassins, em um de seus famosos movimentos de dança, as luvas brilhantes e as estampas inspiradas no filme The Wiz, protagonizado pelo Rei do Pop.

“A Louis Vuitton garantirá que a coleção reflita os verdadeiros valores da marca e do nosso diretor artístico. Não haverá nenhum item que contenha diretamente elementos de Michael Jackson”, observou um porta-voz da Louis Vuitton, em e-mail enviado ao Fashionista.

Getty Images

Camiseta com um dos clássicos movimentos de dança de Jackson

 

 Peter White/Getty Images

Estampa inspirada no filme The Wiz não deve chegar às lojas da maison

 

Victor VIRGILE/Gamma-Rapho via Getty Images

Assim como as luvas brilhantes da coleção

 

O segundo show de Abloh para a Louis Vuitton foi desfilado em um cenário erguido no Jardim das Tulherias, em Paris, onde a marca recriou uma esquina de Manhattan ao anoitecer, remetendo ao clipe de Billie Jean.

Além das referências mais claras, a coleção incluía uma série de roupas feitas com lantejoulas e tecidos brilhantes, que lembram os figurinos mais extravagantes de Michael Jackson, um conjunto de alfaiataria em tons de cinza e uma estampa com bandeiras de diversos países, ao estilo History World Tour.

Victor VIRGILE/Gamma-Rapho via Getty Images

Locação do desfile reproduziu o cenário do clipe Billie Jean

 

Victor VIRGILE/Gamma-Rapho via Getty Images

Ternos cinzas, assim como alguns utilizados pelo Rei do Pop

 

 Peter White/Getty Images

Muito brilho, como o cantor adorava

 

Pascal Le Segretain/Getty Images

Roupas estampadas fizeram referência à turnê History World Tour, onde Michael cantava They Don’t Care About Us com várias bandeiras no palco

 

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Colaborou Danillo Costa



 


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