Grupo LVMH vai reabrir o vestuário da grife Jean Patou em 2019

Ready-to-wear da marca francesa estava inativo desde 1987 e volta no ano que vem sob o comando de Guillaume Henry

Getty ImagesGetty Images

atualizado 26/09/2018 18:29

Se hoje peças esportivas têm status de luxo, muito disso se deve a Jean Patou, estilista francês que revolucionou a indústria fashion nos anos 1920 e 1930. Na época, trocou os vestidos curtos de cós baixo e repletos de pedraria das moças “melindrosas” por uma moda mais elegante, clean e fluida.

A grife sobreviveu por anos após a morte de Patou, em 1936, mas, em 1987, passou a dedicar-se exclusivamente à perfumaria. Agora, o conglomerado LVMH anunciou planos de reabrir, em 2019, o ready-to-wear da maison sob os comandos do estilista francês Guillaume Henry, ex-diretor criativo da Nina Ricci. A escolha foi feita a dedo pelo presidente e CEO do grupo, Sidney Toledano, que comanda marcas como Louis Vuitton, Givenchy e Marc Jacobs, entre outras.

Vem comigo saber mais!

Ainda no início do século 20, Jean Patou introduziu itens com comprimento abaixo do joelho, apostou na cintura marcada, lançou roupa de banho em malha e mesclou o sportswear com a moda de luxo. Foi ele, inclusive, que criou as saias de tênis pregueadas. O estilista desenhou a peça para a atleta francesa Suzanne Lenglen – o uniforme é usado até hoje no esporte. 

Priorizando o conforto e o excelente acabamento em criações feitas para mulheres modernas, conquistou o público feminino, tanto na França quanto nos Estados Unidos, trazendo leveza e delicadeza à moda nos anos que seguiram a 1ª Guerra Mundial. Deixou ainda sua assinatura em Joy: o perfume mais caro e mais famoso do século 20.

Divulgação/Jean Patou
Retrato do estilista Jean Patou na década de 1930

 

Getty Images
Tenista francesa Suzanne Lenglen com o uniforme criado por Jean Patou em 1925

 

Getty Images
Ele inovou com a pegada esportiva de luxo

 

Getty Images
A modelo Portia Grafton com um look de Jean Patou, em 1927

 

Getty Images
Roupa de banho de malha por Jean Patou, em 1928

 

Getty Images
O estilista apostava em vestidos mais clean e com saias longas

 

Getty Images
A grife foi destaque em Paris entre os anos 1920 e 1930

 

Considerando que o resgate ao passado está em alta, nada faz mais sentindo do que ressuscitar a lendária label francesa, a qual já passou pelas mãos de Marc Bohan, Karl Lagerfeld, Jean Paul Gaultier, Angelo Tarlazzi e Christian Lacroix.

A ideia não é transformá-la em uma grande marca, mas, sim, trazer de volta toda a feminilidade de uma era. A nova aposta, o estilista Guillaume Henry – que conquistou personalidades como Beyoncé, com o estilo romântico durante os três anos na Nina Ricci –, tem experiência em reviver clássicos da moda trazendo uma pegada mais jovial, sempre respeitando o DNA da grife.

Divulgação/Jean Patou
Guillaume Henry, ex-diretor criativo da Nina Ricci e atual responsável pela Jean Patou

 

Confira outros looks antigos da marca na galeria:

Para outras dicas e novidades sobre o mundo da moda, não deixe de visitar o meu Instagram. Até a próxima!

Colaborou Hebert Madeira

SOBRE O AUTOR
Ilca Maria Estevão

Bacharel em psicologia pela Universidade Georgetown, em Washington D.C. (EUA). É apaixonada por moda e acompanha toda movimentação no universo fashion.

Últimas notícias