Coco Chanel faz aniversário hoje. E o que ela tem de tão especial?

A estilista libertou as mulheres das roupas que restringiam o movimento e criou o pretinho básico

atualizado 20/08/2018 7:22

Coco ditou regras de beleza, etiqueta, moda e nos deixou um legado tanto de frases inspiradoras quanto de produções que, até hoje, são contemporâneas e ao mesmo tempo atemporais.

Mais conhecida como Coco Chanel, a fashion designer Gabrielle Bonheur Chanel marcou uma era e, ainda hoje, nos inspira. Colares de pérola, listras, camélias, o pretinho básico e tailleurs são as principais características do estilo icônico da francesa que, apesar da reconhecida elegância, prezava pelo conforto.

O rosto forte, a sobrancelha marcada e os lábios quase sempre em tom escuro de vermelho marcam os traços da mulher responsável por nos libertar de roupas que restringiam os movimentos. Ela mostrou que o elegante também pode ser confortável. Entre outros detalhes, Coco investia em acessórios: pingentes, colares e anéis para dar um toque extra de feminilidade.

A estilista nasceu em Saumur, na França, em 19 de agosto de 1883. Neste domingo (19/8), comemora-se seu aniversario e eu relembro um pouco de sua incrível trajetória.

Vem comigo saber mais!

Paris, 1936

 

Entre os grandes legados de Coco, estão o tão conhecido terninho – o pretinho básico –, além de fragrâncias como Chanel nº 5, chapéus e a bolsa modelo 2.55. Ela considerava o perfume a peça mais importante do dia a dia de toda mulher, pois é ele que “anuncia a chegada e prolonga a despedida”.

Nada era convencional. As roupas tinham modelagem confortável; os blazers não possuíam golas; os sapatos vinham com salto médio; e as bolsas continham correntes para que fossem mais fácil de carregar.

Simplicidade e conforto eram os elementos principais do estilo de Coco Chanel. O toque minimalista, a não ser pelos acessórios, estava sempre presente na mistura entre tons de preto e branco.  As produções com pegada náutica, que apareciam em looks com listras e produções com chapéus, também marcaram a trajetória de Coco.

Quanto às joias, ela usava colares de pérolas com várias voltas no pescoço, além de brincos redondos e braceletes. Gostava de enfatizar que, na verdade, as joias eram falsas.

Coco Chanel, em 1936, vestindo preto e cheia de acessórios

 

Paris, 1936

 

Paris, 1936

 

Ela não começou a vida profissional na moda. Aprendeu a costurar com as freiras do orfanato onde foi criada. Chegou à instituição deixada pelo pai, pouco depois do falecimento de mãe. Atuou como cantora antes de abrir a primeira loja, em 1910, na Rue Cambon. Trabalhou em bares, como Vichy e Moulins – nessa época, recebeu o apelido de Coco.

A designer iniciou a carreira vendendo chapéus e quando expandiu com a abertura de mais lojas em Deauville e em Biarritz passou a produzir roupas. Durante um passeio por Deauville, ouviu muitos elogios ao modelo de vestido que usava – por acaso, um grande improviso. Assim começou o sucesso. Ela havia transformado, em um dia de frio, um suéter em um vestido. Tantos foram os cumprimentos, que ela aceitou encomendas e a carreira deslanchou.

Em 1920, lançou o Chanel nº 5 – perfume responsável pela famosa frase de Marilyn Monroe, que declarou dormir “vestindo” apenas a fragrância. Não demorou para a estilista desenvolver o famoso tailleur: terninho feminino que substitui a calça por uma saia de alfaiataria. Coco também desenhava o figurino de grandes produções de balés e outras peças de renome.

Trouxe ainda o little black dress – mais conhecido como pretinho básico. A cor nunca foi a predileta entre as mulheres: era considerada fúnebre e pesada, porém, Coco mostrou que o tom poderia ser elegante e funcionava muito bem em eventos noturnos.

Paris, 1937

 

Coco Chanel

 

Coco Chanel

 

Durante a 2º Guerra Mundial, tudo ficou mais difícil. Além de fechar a loja, a designer foi criticada pelo relacionamento que manteve com Hans Gunther von Dincklage – oficial nazista – e viu a França a considerar traidora. Chegou a deixar Paris e viveu algum tempo na Suíça.

Aos 70 anos, Coco Chanel ressurgiu na cena fashion de forma triunfante. Morreu em 10 de agosto de 1971, em seu apartamento no Hotel Ritz.

Hoje, quase cinco décadas após o seu falecimento, Karl Lagerfeld faz jus ao seu nome, continuando um legado de coragem, força e visão. Coco chegou a ser listada pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século 20.

Obrigada, Gabrielle!

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