Chanel tenta ganhar espaço no mercado masculino com coleção genderless
Colaboração com cantor Pharrell destoa do perfil da grife francesa, mas aproxima marca do streetstyle

Há algumas temporadas, o mundo da moda cobra uma modernização dos estandartes da Chanel, que ainda permanece fora dos radares da geração millennial. Contudo, a grife finalmente parece estar disposta a entrar no mercado de streetstyle e, para essa nova empreitada, a casa convocou um nome de peso.
Depois de lançar um modelo de tênis em parceria com a maison, em 2017, e desfilar no show masculino da etiqueta, em dezembro do ano passado, o cantor Pharrell foi convocado a criar uma linha urbana para a empresa. A colaboração, lançada em Seul, nesta quinta-feira (28/03), é a primeira da label e faz um importante aceno ao estilo genderless e ao público masculino.
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Quando Pharrell Williams surgiu com um moletom amarelo decorado com a insígnia da Chanel coberta por cristais, em novembro, sabíamos que sua colaboração com a casa francesa traria um decorativismo jovial que não faz parte do DNA da grife. Porém, com a chegada da parceria ao mercado, vimos que o trabalho representa muito mais do que isso.
Além de finalmente atender os anseios dos fãs da moda de rua, a maison entrou na onda genderless, provando que nem a companhia mais tradicional do mercado têxtil sobrevive à era do Instagram vendendo apenas tailleurs.







Marcada pelas cores, a coleção-capsula de Pharrell é um splash de roupas esportivas, mas em um tom pop e divertido, com aplicações de pedrarias e bordados. Ao todo, são 10 peças ready-to-wear, entre shorts, calças, camisetas e moletons.
Os acessórios, como os mocassins magenta, slippers de pelúcia, pochetes, bucket hats e ski goggles, são um show à parte e devem fazer sucesso na temporada resort. Destaque para os tênis com freehand prints, que carregam mensagens empoderadas como “as mulheres vão salvar o mundo”.










O humor alegre também é visto na campanha, estrelada por Alton Mason, primeiro homem negro a desfilar para a grife, Anok Yai, Adesuwa Aighewi e Soo Joo Park. “Pharrell teve um enorme impacto na cultura popular e na cultura hip-hop. Ele é um gênio. É uma loucura trabalhar com ele”, diz o sorridente Mason entre as tomadas futuristas, inspirados no anime Akira.
“Gabrielle Coco Chanel não fazia diferenciações e sua marca não me pediu para fazer diferente quando me procurou. Não precisa haver limites, contanto que você explore e herança deixada por ela, como Karl sempre fez. Nós não precisamos de paredes, precisamos de pontes”, disse Pharrell, o primeiro designer convidado da etiqueta, à Vogue América.




A nova iniciativa da companhia também deve ajudá-la a ganhar mais espaço no segmento masculino. Desde o ano passado, a label não poupa esforços para agradar os homens, tendo, inclusive, lançado uma linha de maquiagem para eles.
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Colaborou Danillo Costa




