Vídeo: Monza 1994 em lataria de Ferrari impressiona no DF

O protótipo de fibra de vidro imita o suntuoso modelo de luxo F 430. Detran não vê problemas, mas a fabricante tem direitos

Material cedido ao MetrópolesMaterial cedido ao Metrópoles

atualizado 22/11/2019 17:28

Uma Ferrari vermelha que circula pelas ruas do DF tem intrigado brasilienses. Em geral, carro de luxo chama mesmo atenção. Nesse caso, no entanto, a curiosidade é por que a Ferrari, na verdade, é de mentira.

A lataria, trabalhada em fibra de vidro, imita a de um modelo F 430. A versão não é mais fabricada, mas continua comercializada. Um veículo do tipo, mesmo que usado, pode custar até R$ 800 mil.

No caso, o carro debaixo da “fantasia” de Ferrari é um Chevrolet Monza produzido em 1994.

O veículo foi filmado nesta semana, estacionado em um shopping de Águas Claras.

A cópia reproduz, inclusive, os acessórios do carro de luxo, o que gerou em alguns espectadores desconfiança sobre a regularidade do veículo.

Afinal, é possível ou não brincar de ser dono de Ferrari nas vias do DF? O Detran não vê problemas. Alega que o veículo passou por inspeções técnicas, na espécie de protótipo, e está apto para transitar.

Mas a fabricante tem direitos. E, se não houver autorização, o inventor pode responder na Justiça. “Caberia à Ferrari defender seus interesses”, alerta o presidente da Comissão de Propriedade Intelectual da OAB-DF, Eduardo Lycurgo Leite.

O proprietário da Ferrari de mentira é um morador de Taguatinga de 68 anos.

Confira imagens do veículo feitas nesta semana:

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Carlos Carone

Formado pela Estácio de Sá (RJ), tem especialização em Gerenciamento de Crises pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Chefiou a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança do Distrito Federal. Atuou como jornalista na Procuradoria-Geral da República (PGR), no Ministério da Defesa e na Caixa Econômica Federal. Trabalhou no Jornal de Brasília como repórter de Segurança. Faz parte da equipe de Cidades do Metrópoles desde a inauguração do portal.

Mirelle Pinheiro

Formada em jornalismo na Universidade Paulista (Unip), atuou como produtora na TV Record e TV Brasília. Trabalhou na cobertura de política para a TV Cidade Verde, do Piauí, e produziu reportagens para a área de comunicação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Foi repórter no Correio Braziliense durante três anos, com passagens pelas editorias de Economia e Web. Faz parte da equipe de Cidades do Metrópoles. Conquistou os prêmios Sebrae e Petrobras de Jornalismo, na categoria estadual. Em 2017, ganhou o prêmio CNT de Jornalismo.

Isadora Teixeira

Formada pelo Centro Universitário Iesb, atua como repórter do Metrópoles desde 2017. Na editoria de Cidades, cobre assuntos políticos relacionados ao Distrito Federal

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