Sem aulas, escolas do DF registram 160 ocorrências de crimes na pandemia

Os dados da Polícia Civil do DF mostram que Brasília é a região com maior número de delitos, seguida de Ceilândia e Taguatinga

atualizado 08/08/2020 14:33

Violência nas escolas Myke Sena/Especial para o Metropoles

Mesmo com as aulas presenciais suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus, escolas do Distrito Federal continuaram sendo alvo de criminosos. Entre março e maio deste ano, foram registradas 160 ocorrências criminais dentro das unidades de ensino.

Os dados são do Departamento de Inteligência e Gestão da Informação da Polícia Civil do DF (PCDF), obtidos pela coluna Grande Angular por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A corporação informou, contudo, que não é possível dizer quais casos são de escolas públicas e quais são da rede particular porque não há, no sistema, “campos parametrizados para diferenciação”.

Se levados em conta os cinco primeiros meses de 2020, o número de crimes dentro dos colégios reportados às autoridades sobe para 355. Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a quantidade de ocorrências foi de 1.023, houve redução de 65,3%.

Brasília é a região do DF com maior número de crimes dentro das escolas. Entre janeiro e maio de 2020, foram contabilizadas 49 ocorrências. Ceilândia e Taguatinga estão atrás, com 47 e 38 notificações, respectivamente.

Histórico

Entre janeiro e dezembro de 2018 e de 2019, o delito mais comum nas unidades de ensino foi o de ameaça. A PCDF registrou um total de 511 casos dessa natureza no ano passado, número 9,42% maior que em 2018, quando ocorreram 467 registros.

Furtos diversos e de celular estão em segundo e terceiro lugares no ranking, com 364 e 302 ocorrências em 2019, respectivamente.

As escolas também são cenário para violência contra a mulher. Em 2019, 63 casos relacionados à Lei Maria da Penha acabaram na polícia. Houve aumento de 26% em relação ao ano anterior, quando a quantidade de notificações foi de 50.

Nas unidades de ensino do Distrito Federal, foram computados 13 estupros no ano passado, quatro a mais que em 2018. O número de casos de importunação sexual subiu: em 2019 foram contabilizadas 13 ocorrências, contra dois registros em 2018.

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Volta às aulas

As aulas estão suspensas no Distrito Federal desde o dia 12 de março por causa da pandemia do novo coronavírus. A previsão era de que as escolas particulares retomassem as atividades presenciais a partir do dia 27 de julho, mas o retorno foi suspenso por uma decisão judicial.

Na rede pública, as unidades de ensino devem voltar a receber os alunos, de forma gradual, a partir de 31 de agosto. Os primeiros alunos a regressarem serão os da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e os da Educação Profissional.

Confira os dados obtidos por meio da LAI a respeito de crimes cometidos dentro de escolas:

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