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O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) teve sua linha de telefone celular clonada pelo estelionatário Jefferson Rodrigues Filho. Durante um período de dois meses, ele acessou todas as conversas mantidas pelo chefe do Executivo do DF via WhatsApp. O crime gerou uma ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia e deu origem a uma ação judicial na 8ª Vara Criminal de Brasília. Embora o fato tenha ocorrido no ano passado, ganhou nos últimos dias forte repercussão nos bastidores da política local.

Isso porque Jefferson procurou recentemente a presidente afastada da Câmara Legislativa Celina Leão (PPS) e lhe contou todo o episódio. Disse ele à distrital que, ao clonar o celular do governador, teve acesso a mensagens supostamente comprometedoras de Rollemberg. E apresentou prints dos diálogos. Ele tentou vender o conteúdo que tinha em troca de emprego para a sua mulher.

A cara de pau de Jefferson foi tão grande que, de posse da linha de Rollemberg, ele enviou mensagens como se fosse o próprio governador para o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, determinando a nomeação de pessoas de seu interesse.

Tudo isso foi relatado para Celina e também era do conhecimento de alguns deputados ligados à CPI da Saúde. Um dos assessores policiais requisitados para trabalhar na comissão foi ao encontro de Jefferson no Recanto das Emas. O estelionatário teria buscado o contato para repassar informações sobre supostos desvios na Saúde.

Diante da história com potencial explosivo, Celina abriu mais uma frente do que pode se tornar um novo escândalo político na cidade.

Depoimento
A presidente afastada da Câmara Legislativa, acusada de desviar dinheiro de emendas da saúde, procurou a Polícia Federal esta semana e prestou depoimento espontâneo à PF. Contou tudo o que sabia sobre o episódio envolvendo Jefferson Rodrigues, as conversas devassadas do governador Rollemberg, o estelionato e a tentativa de extorsão.

Uma das linhas de apuração dos investigadores agora à frente do assunto é a história de que Jefferson teria apresentado um print de um suposto extrato de sua conta pessoal demonstrando haver nela um depósito de R$ 1,8 milhão. Dinheiro que, segundo ele alegou a interlocutores que apuravam o caso, seria fruto de desvio nas secretarias de Planejamento e de Saúde.

Mais um episódio rocambolesco e improvável na capital do país, a cara do submundo da política do Distrito Federal.



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