Para não quebrar, Cassi, do BB, vota novo estatuto

A seguradora tem até 28 de novembro para aprovar ou rejeitar novas regras, que entre outras modificações passa a ter cobrança de dependentes

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 19/11/2019 14:41

Após quatro meses de pressão, a Cassi, plano de saúde dos servidores do Banco do Brasil, começou nesta semana a votação de um novo estatuto. Desde que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) colocou a seguradora em xeque, em julho deste ano, o banco, os servidores e o plano tentam encontrar uma solução viável para sete anos consecutivos de prejuízos.

A Cassi tem até o dia 28 de novembro para aprovar ou rejeitar as novas regras, que entre outras modificações passa a ter a cobrança de dependentes. A proposta em votação, segundo os servidores, gera desconfiança. O sindicato da categoria orienta aprovação, mas ainda não conquistou o apoio dos empregados do banco público.

O distanciamento ocorre devido à última convenção coletiva (2018-2020). Trechos do acordo se assemelham à Medida Provisória (MP) nº 905/2019, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Tanto o acordo como a MP alteram pontos das regras trabalhistas, como a compensação das horas extras, reconhecidas judicialmente, com o valor da gratificação eventualmente paga.

Com dívidas que alcançam R$ 900 milhões, a ANS tem até a próxima sexta-feira (22/11/2019) para determinar um desfecho para a crise financeira da Cassi.

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Otávio Augusto

Formado em jornalismo pelo Centro Universitário ICESP. Trabalhou nos jornais Alô Brasília e Correio Braziliense, onde passou pelas editorias de Cidades, Política e Brasil. Foi setorista de Saúde por dois anos. Tem interesse pelos temas de direitos humanos e meio ambiente, além de política e economia. No seu tempo livre, aprecia esportes, como corridas ao ar livre. É repórter do Metrópoles desde fevereiro de 2019.

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