Lúcio Funaro ganha semiaberto. Primeiro destino: uma igreja

Operador financeiro confessou diversos atos de corrupção e delatou políticos de alto escalão do MDB para ter sua pena reduzida

MICHAEL MELO/METRÓPOLESMICHAEL MELO/METRÓPOLES

atualizado 28/06/2019 16:04

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), autorizou o operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro a cumprir pena em regime semiaberto. Ele foi preso no escândalo da Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato. Depois, tornou-se delator. Cumprindo prisão domiciliar em São João da Boa Vista (SP), cidade a 400 km da capital paulista, Funaro escolheu uma igreja como primeira parada após a progressão.

Segundo o acordo de delação firmado com o Ministério Público Federal (MPF), Funaro cumpriu dois anos em regime fechado no Complexo Penitenciário da Papuda, onde ficou até 2017, dois anos no domiciliar e, agora, progrediu para o semiaberto.

O magistrado, no entanto, estabeleceu regras para Funaro. Ele deverá se recolher à residência aos sábados, domingos e feriados e, nos dias úteis, das 22h às 6hs, ressalvados casos de emergência. Deverá prestar relatórios trimestrais, ao Juízo de execução, de suas atividades profissionais, e poderá iniciar a prestação de serviços à comunidade, em jornada de sete horas semanais, em local determinado pela Justiça. Também não poderá realizar viagens, exceto dentro do território nacional por motivo de trabalho, mediante comunicação prévia.

Funaro confessou diversos atos de corrupção e delatou políticos de alto escalão do MDB a fim de ter sua pena reduzida – entre eles, o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira. Suas informações também foram usadas pelo MPF para denunciar o ex-presidente Michel Temer (MDB).

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Maria Eugênia

Formou em jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) em 1988. No Jornal de Brasília, chegou ao cargo de editora-chefe. Trabalhou também no Correio Braziliense, na Band News FM, e foi coordenadora-adjunta de Comunicação para a Copa do Mundo 2014, junto ao Governo do Distrito Federal (GDF).

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