Justiça absolve delegado por crimes de desobediência e sonegação de documentos

Ex-chefe da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) havia sido condenado a dois anos de prisão em maio de 2018

atualizado 22/03/2019 8:12

A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) absolveu o delegado Rodrigo Larizzatti dos crimes de desobediência e sonegação de documentos. A decisão, na tarde desta quinta-feira (21/3), foi unânime.

Acusado de se negar a investigar um caso de estupro e impedir acesso a arquivos sobre uma ocorrência de violência sexual contra uma adolescente quando chefiava a 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), Larizzatti foi condenado a 2 anos de reclusão em maio de 2018.

A decisão, no entanto, foi revista pelo colegiado. Os magistrados entenderam que não houve dolo ou prejuízo às investigações. Reconheceram, ainda, que o efetivo na unidade policial era incompatível com a realidade da região administrativa, o que teria gerado as acusações.

“Estou muito satisfeito. A decisão foi unânime e levou em consideração todos os nossos argumentos. Sempre disse a verdade e coloquei o que de fato aconteceu”, comemorou o delegado.

Para o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (Sindepo-DF), Rafael Sampaio, a “justiça foi feita”. “O colega apenas cometeu um erro, um equívoco. Estamos satisfeitos”, disse.

Responsável pela defesa, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF) Juliano Costa Couto afirmou que “a 1ª Turma Criminal do TJDFT concretiza a justiça quando dá provimento ao recurso e absolve por completo os delitos indevidamente imputados ao dedicado delegado Rodrigo Larizzatti”.

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Gabriella Furquim

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em redação, assessoria de imprensa e gestão de comunicação. Atua na área desde 2009. Integrou as equipes de reportagem e edição dos jornais Correio Braziliense e Aqui DF. Em 2014, coordenou a comunicação da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, Seção Defence for Children Brasil (Anced/ DCI Brasil), e do projeto internacional Red de Coaliciones Sur. De 2015 a 2017, foi assessora de imprensa do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

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