Dudu Camargo faz garage sale de itens que seriam penhorados pela Justiça

Quando os oficiais chegaram à residência do chef, no Lago Sul, a maior parte das obras de arte e do mobiliário já havia sido vendida. Os servidores, então, recolheram almofadas e até liquidificador

Leonardo Arruda/MetrópolesLeonardo Arruda/Metrópoles

atualizado 03/06/2019 8:48

Cumprindo um mandado de penhora de bens, oficiais de justiça estiveram na casa do chef Dudu Camargo na manhã desse sábado (01/06/2019). O objetivo era recolher obras de arte e mobiliário para quitar uma dívida de R$ 232.374,83 do empresário. No entanto, ao chegarem ao endereço, no Lago Sul, os servidores encontraram um badalado garage sale: boa parte dos itens que seriam recolhidos já tinham sido vendidos.

Para tentar cumprir a determinação judicial, os oficiais recolheram algumas gravuras, almofadas, pequenos itens de decoração e até eletrodomésticos, como televisão, forno, aparelho de som e liquidificador. A soma do que pôde ser efetivamente penhorado não ultrapassou R$ 60 mil – valor bem abaixo do que se esperava encontrar no endereço.

A medida cumpriu mandado judicial, assinado pela juíza Tatiana Iykuê Assao Garcia, da 3ª Vara de Execução de Título Extrajudicial de Brasília. Na decisão, a magistrada determina que sejam penhorados, avaliados e removidos “tantos bens quantos bastem de propriedade de Eduardo Lacerda de Camargo Neto para a satisfação do crédito de R$ 232.374,83”.

Veja a sentença:

 

A dívida é relativa ao passivo da empresa Deck do Dudu, fechada há três anos. Desde o encerramento dos negócios, ex-sócios do chef de cozinha tentam reaver parte do prejuízo. “No início ele concordou e chegou a pagar a parte dele em cheque, cerca de dez. Mas só o primeiro foi compensado. Desde então, enfrentamos uma peregrinação. Não há nada no nome dele, só de familiares”, explicou o advogado Sérgio Moraes, que representa os antigos parceiros do empresário.

O garage sale na casa de Dudu Carmago foi anunciado por uma empresa especializada na venda de obras de arte e mobiliário. Os itens disponíveis foram divulgados em um vídeo.

Confira:

 

O advogado dos ex-sócios do chef acredita que a demora para o cumprimento da decisão judicial prejudicou o sucesso da penhora. “Foi quase um mês [para a execução da sentença]. E é uma informação pública. Vamos pedir que seja reconhecido que houve uma falha processual”, afirmou Moraes.

Outro lado
Dudu Camargo se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa. Disse, em nota encaminhada ao Metrópoles, que a penhora e o reconhecimento da dívida se tratam de “uma questão de processo judicial, que será resolvida no foro competente”.

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Gabriella Furquim

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em redação, assessoria de imprensa e gestão de comunicação. Atua na área desde 2009. Integrou as equipes de reportagem e edição dos jornais Correio Braziliense e Aqui DF. Em 2014, coordenou a comunicação da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, Seção Defence for Children Brasil (Anced/ DCI Brasil), e do projeto internacional Red de Coaliciones Sur. De 2015 a 2017, foi assessora de imprensa do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

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