Capital em chamas: DF está 2ºC mais quente, diz secretário

Dados fazem parte de análises comandadas pela Secretaria do Meio Ambiente para a atualização do inventário sobre emissão de gases poluentes

Igo Estrela/Metrópoles

atualizado 24/10/2019 10:04

Três anos depois da divulgação do inventário sobre as consequências da emissão de gases de efeito estufa no Distrito Federal, o automóvel se mantém como principal causador do aquecimento global. O que, de certa forma, era de se esperar, pois a frota na capital aumentou 27% em relação ao que existia nos dados do estudo. Em 2012, era 1,42 milhão de carros, número que, atualmente, é de 1,8 milhão.

Enquanto isso, o brasiliense sente na pele o clima esquentar. “Os estudos indicam que, de 20 anos para cá, a temperatura subiu pelo menos 2°C no DF”, afirma o secretário do Meio Ambiente, José Sarney Filho.

A Secretaria do Meio Ambiente trabalha na atualização do inventário sobre emissões de poluentes com o objetivo de elaborar e aplicar ações concretas para mitigar e conter os prejuízos à atmosfera.

De acordo com o titular da pasta, as apurações iniciais indicam que o topo do ranking dos causadores de emissão de gases do efeito estufa é o mesmo dos estudos que analisaram o período entre 2005 e 2012. Além dos veículos, as fábricas de cimento e o aterro sanitário são responsáveis por parte significativa dos prejuízos.

“Vamos aprofundar essas avaliações para saber a porcentagem de dano de cada um dos fatores. A partir daí, temos de focar em políticas públicas, tais como modificar a frota de carros e de transportes coletivos com foco na energia limpa e estabelecer diretrizes de compensação e redução de poluição das cimenteiras”, explica Sarney Filho. Para traçar um panorama dos problemas causados pelo aterro sanitário e propor soluções, um grupo de estudos da Universidade de Brasília (UnB) foi contratado pela secretaria.

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