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Último desdobramento da Lava Jato, a Operação Descarte da Polícia Federal acertou em cheio o consórcio Soma, que tem entre seus consorciados a empresa Cavo, com 82% de participação. Desde outubro do ano passado, a Cavo tenta morder o contrato de coleta do lixo na capital federal. A empresa ingressou na Justiça para evitar que sua concorrente Sustentare continuasse a operação no DF.

A Cavo chegou a conseguir o bloqueio de parte do pagamento do contrato emergencial conquistado pela Sustentare. A Justiça considerou o repasse exagerado, porque era maior do que a proposta feita pela Cavo, embora os serviços oferecidos fossem semelhantes.

Com a operação deflagrada nesta quinta-feira (1/3), a Cavo fica em uma situação delicada, já que tem em seu encalço a PF e a Receita Federal. Os investigadores apuram esquema de lavagem de dinheiro estruturado com base em empresas de fachada comandadas por laranjas.

Ou seja, a empresa que hoje recolhe as sobras no DF pode ter cobrado além da conta do Poder Público. E a que quer entrar neste mercado, sabe-se agora, é acusada de integrar robusto esquema de corrupção. Mais um límpido sinal de que em matéria envolvendo contrato de lixo é sujeira para todo lado.



 


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