Como foi o desempenho das Seleções feminina e masculina do Brasil

Confira minha análise da abertura da Copa Feminina, arbitragem e amistoso do time comandado por Tite

Naomi Baker - FIFA/FIFA via Getty ImagesNaomi Baker - FIFA/FIFA via Getty Images

atualizado 11/06/2019 0:17

A abertura da Copa do Mundo Feminina da França não deixou nada a desejar quando comparada às edições masculinas. Tá certo, abertura de Copa geralmente é sem graça. Nem chega aos pés das Olimpíadas. Mas a mensagem desse torneio é muito bacana: “É hora de as jovens brilharem, é hora de o mundo conhecer o futebol feminino de verdade.”

Brasil 3 x 0 Jamaica
Alívio e orgulho. Foi essa a sensação proporcionada pela vitória do Brasil na Copa do Mundo Feminina. O cenário era complicado. Não, não estou falando da Torre Eiffel e nem do Arco do Triunfo. Aliás, eles são lindos! A fase da seleção feminina é que estava péssima mesmo. Nove derrotas consecutivas, 10  meses sem vencer e a Rainha Marta no banco.

Bateu aquela insegurança. O que vai ser desse mundial? Mas aí surgiu a experiência da Cristiane, para dar um ânimo cauteloso logo na estreia do Brasil contra a Jamaica.

O Brasil dominou o jogo.  Cristiane estava inspirada, fez três gols e pediu música. Nossa CR11 ainda bateu a marca de jogadora mais velha a marcar três gols em uma partida da Copa. De quebra, superou a marca do CR7. Já a seleção da Jamaica só não sofreu mais gols porque a goleira Schneider trabalhou bem. Inclusive defendeu o pênalti cobrado pela craque Andressa Alves.

Falando nele…
Prevaleceu a máxima do futebol: quando não é pênalti de verdade, a bola não entra! A penalidade foi muito mal marcada. A jogadora do Brasil, Letícia, tenta cruzar a bola na área e chuta no braço da jamaicana Swaby. A árbitra leva alguns segundos até que aponta para a marca da cal. Provavelmente ela recebeu a informação da bandeira. O VAR não interviu, considerou o lance interpretativo e/ou concordou com a decisão do campo.

Claramente não foi pênalti. Primeiro, temos a distância da bola e da Swaby, que era muito curta e foi um chute com muita velocidade. E o braço em nenhum momento procura a bola, faz um movimento antinatural ou de bloqueio. O correto seria o VAR, no mínimo, sugerir a revisão. Aliás, acho que o VAR estava desatento. Só pode ser isso, não tem explicação. Afinal, O VAR desse jogo era o experiente árbitro alemão Bastian Dankert, que atuou na Copa do Mundo da Rússia como árbitro de vídeo. Esse tipo de erro não pode acontecer!

Lembrando que o VAR será feito somente por árbitros homens. Isso porque a FIFA decidiu inserir a tecnologia em cima da hora e não deu tempo de treinar as mulheres.

Seleção masculina pós Neymar
Depois de todo o alvoroço relacionado ao caso Neymar, quis o destino que ele ficasse de fora da Copa América. Com o foco de volta ao futebol, o Brasil venceu por 7 x 0 a fraquíssima seleção de Honduras, que ainda teve um homem a menos praticamente o jogo todo. Venceu mas ainda não convenceu.

Apesar do time de Tite ter trabalhado bem no meio campo e nas laterais, ter finalizado 15 vezes na direção do gol, esse jogo não representa a realidade dos adversários que vêm pela frente. É preciso treinar com seleções mais fortes para exigir um desempenho tático melhor dos jogadores e do próprio Tite. Agora não dá mais tempo. A Copa América está batendo na porta!

Honduras com um a menos
A expulsão do Quioto no primeiro tempo, depois de dar um carrinho em Arthur, foi exagerada. O atleta hondurenho levanta o pé e atinge o jogador brasileiro, mas não com força excessiva. O árbitro Andres Cunha não quis nem saber. Deu vermelho direto. Por ser amistoso, é compreensível que o árbitro queira preservar os jogadores. Um amarelo seria suficiente e o jogo poderia ser mais disputado.

Passou de fase!
Depois de uma primeira fase invicta, o Brasiliense se classificou para a segunda fase da série D. O Jacaré ficou em primeiro do grupo com 12 pontos, três vitórias, três empates e nenhuma derrota. Agora enfrenta o Vitória-ES, dia 16 de junho, e o jogo de volta será em Brasília, dia 23 de junho. Boa sorte ao futebol candango!

SOBRE O AUTOR
Fernanda Colombo

Natural de Criciúma (SC), mora no Rio de Janeiro (RJ). Formada em educação física com especialização em jornalismo esportivo. Ex-bandeirinha da CBF aspirante à FIFA. Escritora, apresentadora e comentarista de arbitragem.

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