Bolt, carro elétrico da GM, enfim chega ao Brasil. Mas por R$ 175 mil

Diferencial do modelo, cujas vendas começam em outubro, é a excelente autonomia: até 383km com uma única carga de bateria

Foto: GM MercosulFoto: GM Mercosul

atualizado 28/05/2019 21:01

A montadora norte-americana General Motors começa a vender no Brasil, a partir de outubro, o primeiro carro elétrico: o Bolt,  que vai custar R$ 175 mil.

O carro tem autonomia de 383km (dependendo da forma de condução) com uma única carga na bateria (segundo a GM, a maior entre os 100% elétricos em sua faixa de preço).

Dois concorrentes, pelo porte, são alvos: o BMW i3 (elétrico, e bem mais caro) e o Toyota Prius (híbrido, bem mais barato).

Foto: GM Mercosul

A versão ofertada, a Premier, é a mais sofisticada – e tecnológica, oferecendo um sistema regenerativo dos freios, visão panorâmica de estacionamento e um centro de informações com tela de 10,2 polegadas, no qual se pode acompanhar o desempenho energético do veículo.

Tomadas

A recarga das baterias é feita em tomadas e há opções que combinam com as necessidades de deslocamento do usuário. Por exemplo: no caso de um carregador semirrápido, uma hora garante 40km de autonomia.

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Em carregadores rápidos, encontrados em (ainda poucos) eletropostos, bastam 30 minutos para mais 145 km. O brasileiro roda, em média, 40 km em seus deslocamentos diários.

O Bolt EV é o primeiro carro 100% elétrico a combinar preço e autonomia semelhantes ao de um carro médio a combustão. E, no Brasil, o Bolt EV simboliza o início da era da eletrificação para nós.

Hermann Mahnke, diretor de marketing da GM Mercosul

Além de mais limpa, a energia elétrica gera economia para o motorista do Bolt EV. Hoje, o custo estimado por quilômetro rodado do elétrico da Chevrolet é cerca de quatro vezes inferior ao de um modelo do mesmo porte movido a gasolina.

Potência

O Bolt EV oferece 203cv de potência – e, como ocorre em carros elétricos, tem um alto torque: 36,7kgfm disponíveis e logo de maneira imediata. Arrancadas de 0 a 100 km/h podem ser feitas na casa dos 6,5 segundos.

SOBRE O AUTOR
Renato Ferraz

Pernambucano e jornalista desde 1988. Trabalhou em veículos como Diário de Pernambuco, no Recife; revista Veja, em Belo Horizonte; Correio Braziliense, em Brasília. Tem duas pós-graduações: uma pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais/Universidad de Navarra e outra pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Cobre o setor automobilístico há 15 anos.

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