Lágrima ácida em pets: a enfermidade não é só questão de estética

A doença é causada pelo excesso de secreção lacrimal, responsável por lubrificar os olhos e livrá-los de corpos estranhos

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atualizado 20/09/2019 16:07

Manchas escuras na parte de baixo nos olhos dos cães e lacrimejamento excessivo são sinais de que algo está errado na saúde dos pets. Em algumas raças, como Spitz Alemão, Buldogue Francês, Maltês, Shih Tzu, Poodle, Chihuahua, Bichon Frisé ou, também, no gato persa, os tutores tendem a achar que é apenas algo normal ou, no máximo, uma questão estética.

Conhecido como lágrima ácida ou epífora,  esse quadro é causado por uma quantidade desmedida de secreção lacrimal, responsável por lubrificar os olhos e livrá-los de corpos estranhos. Quando as lágrimas não são absorvidas corretamente, causam as manchas amarronzadas abaixo dos olhos.

Médico veterinário especialista em oftalmologia, Anderson Gouveia orienta que o problema pode ser resolvido com correções cirúrgicas de alterações palpebrais ou com mudanças na alimentação. O recomendado, entretanto, é que um especialista examine o quadro.

“Deve ser feito uma avaliação oftalmológica detalhada para determinar a causa base e fazer as devidas correções, que acontecem, em grande parte dos casos, por alterações palpebrais, cílios mal posicionados ou obstrução do ducto nasolacrimal”, afirma.

A esteticista Graciele Oliveira conseguiu resolver o problema de Mona, sua Bulldog Francês, apenas com a alimentação. A veterinária que cuidou da cachorrinha recomendou uma ração com doses mais altas de proteína. Mas a esteticista também teve cautela com outras questões.

“A veterinária me indicou dar banho em casa, por que, muitas vezes, o pessoal não costuma ter muito cuidado em pet shops. Alguns deixam cair shampoo no olho, o que poderia contribuir para uma piora do quadro”, relembra.

O nome da enfermidade, lágrima ácida, foi dado pois as lágrimas caninas tendem a sofrer variações de pH. Excesso de pelos nos olhos e tártaros nos dentes também podem contribuir com o surgimento da doença. Por isso, é essencial que o tutor descubra a causa para que possa tratar corretamente.

SOBRE O AUTOR
Zilá Motta

Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Iesb, já atuou como repórter na Anasps, onde cobriu política e economia. Trabalhou como social media no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e na agência Vibe Marketing. Atualmente está como estagiária na editoria Intervalo e na coluna É o Bicho.

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