Como evitar o estresse dos gatos em ambientes pequenos

Com um instinto caçador e apaixonados pela natureza, gatos são mais suscetíveis ao estresse ao morar em locais pequenos

Reprodução/UnsplashReprodução/Unsplash

atualizado 07/10/2019 13:06

A população felina está aumentando nos lares brasileiros. Geralmente, as pessoas que optaram por morar em locais pequenos tendem a adotar gatinhos, com a ideia de que eles vivem tranquilamente nesse tipo de ambiente. Mas a realidade é que nem sempre esses animais se adaptam a lugares pouco espaçosos.

Ambientes pequenos e sem acesso a áreas externas, como jardins, podem contribuir para que os bichanos fiquem doentes devido ao estresse. Gatos são animais com um instinto caçador, gostam de ter contato com a natureza e são territorialistas, o que os torna suscetíveis a esse transtorno.

De acordo com a veterinária especializada em felinos Alice Carvalho, esse mal-estar pode fazer com que o gato desenvolva sérias patologias, como inflamação crônica da bexiga, vômitos crônicos, lambedura excessiva e agressividade. No entanto, segundo a especialista, existem estratégias fáceis para lidar com o problema.

“O tutor pode verticalizar o ambiente, instalando prateleiras e brinquedos na parede. Além disso, brincadeiras com o dono e escovação da pelagem podem minimizar o estresse por confinamento. A introdução de comedouros funcionais, que exigem raciocínio e tempo, também são excelentes para melhorar o bem-estar”, ensina.

Alice lembra que gatos pequenos podem se acostumar a utilizar coleira, assim, o tutor consegue levá-los para passeios diários ou semanais, o que ajuda melhorar o quadro.

“Saídas podem ser uma boa estratégia se o gato é acostumado e tolera passear”, conta.

Para os bichanos que não são fãs de coleira, a veterinária sugere brincadeiras que imitam e lembram o comportamento de caça dos felinos. Elas podem auxiliar na atividade mental e física. O tutor não precisa gastar muito para isso.

“Bolinhas de papel podem servir como excelente estímulo. As caixas de papelão também são soluções boas e baratas. Para aumentar a atividade e brincadeiras dos gatos, basta ter disposição e usar a criatividade”, encerra.

SOBRE O AUTOR
Zilá Motta

Graduanda em jornalismo no Centro Universitário Iesb, tem experiências como repórter e social media. Apaixonada pelo mundo pet, está atualmente como estagiária na coluna É o Bicho!

Últimas notícias