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Martin Garrix veste, muito bem, a carapuça de menino-prodígio. O DJ holandês, cujo nome real é Martijn Gerard Garritsen, tem apenas 22 anos, mas já apresenta ares de veterano. Estreou no mercado aos 16, conquistou o mundo com o hit Animals aos 17 e, agora, ostenta a posição de Melhor do Mundo, segundo a revista DJ MAG – dona de um dos mais relevantes rankings da música eletrônica.

Nada mal, certo? Toda essa euforia poderá ser conferida no próximo sábado (16/11), no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Garrix é a atração principal da balada, que contará, também, com apresentação do brasileiro Vintage Culture.

A estonteante trajetória de Garrix até o topo do mundo da música eletrônica foi, ao mesmo tempo, rápida, intensa e controversa. E, boa parte desse sucesso, deve-se ao single Animals.

A faixa, que atualmente conta com mais de 1 bilhão de views no YouTube, projetou Garrix no mundo da música: festivais, premiações e polêmicas – o pacote completo da indústria do entretenimento.

Animals chegou ao topo das paradas nos dois principais mercados fonográficos mundiais: Estados Unidos e Reino Unido. A situação, então, motivou uma enxurrada de críticas a Garrix, que, naquela época (e atualmente), incorporava o caráter mais comercial da Electronic Dance Music (EDM).

O primeiro e mais feroz crítico foi o colega DeadMau5. Durante o Ultra Festival de 2014, o músico canadense tuitou: “Me deixem saber se Garrix vai tocar Animals?”. Ao ter a suspeita confirmada, o artista entrou para fazer seu set.

Eugene Gologursky/Getty Images for Howard Hughes Corporation

DeadMau5, em 2014, lançou duras críticas a Martin Garrix

 

Ele tocou Animals e, no lugar do conhecido drop, fez um mashup com o clássico infantil Old MacDonald Had a Farm. Os ataques tiveram muita projeção, porém, ao menos do ponto de vista de sucessos, não abalaram a carreira do músico holandês.

Nesse mesmo 2014, Garrix seguiu em turnê mundo afora, tocando nos principais eventos do gênero, como o Tomorrowland. Também veio a Brasília, no posto de atração principal do Federal Music daquele ano.

Musicalmente, o artista manteve a trajetória de sucessos: Wizard (com Jay Hardway), Tremor (com Dimitri Vegas & Like Mike) e In the Name of Love (com Bebe Rexha). O dedo do DJ e produtor também está na faixa Scared to Be Lonely, parceria com a estrela inglesa Dua Lipa.

Confira imagens de apresentações de Martin Garrix:      

 

Apadrinhado por Tiësto, Garrix vive, atualmente, seu melhor momento. Além do “bicampeonato” como Melhor do Mundo (ele também conquistou a condecoração em 2017), tocou na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno de 2018.

Cada vez mais pop, o artista lançou, neste ano, parcerias com Kahlid (Ocean). A mais recente faixa é Dreamer, colaboração com Mike Young, que já acumula 3,4 milhões de views no YouTube.

Para a apresentação em Brasília, a expectativa é de que o artista traga uma releitura de sua trajetória. No setlist, provavelmente, hits do começo devem se unir às produções mais recentes, de caráter mais pop. Vale a pena conferir!

Martin Garrix + Vintage Tour Brasília
Em 16 de novembro, a partir das 23h, no gramado do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Ingressos a R$ 151 – valor de meia-entrada e sujeito a alterações. Vendas pelo aplicativo Eventbrite (Android e iOS). Não recomendado para menores de 18 anos



 


Estádio Nacional de Brasília Mané GarrinchaMartin Garrixvintage culture