Fazer o bem: conheça Vicky Tavares e o Instituto Vida Positiva

"Aqui é uma escola. Entro pequena e saio grande todos os dias", conta a solidária

Jacqueline Lisboa/Esp. MetrópolesJacqueline Lisboa/Esp. Metrópoles

atualizado 04/09/2019 21:42

Engana-se quem pensa que o trabalho de colunismo social se resume a um mundo de festas e glamour. Por meio desse nicho jornalístico, temos a oportunidade de conhecer histórias incríveis de pessoas que se dedicam inteiramente às causas sociais.

Seja para ajudar crianças em situação de vulnerabilidade ou para dar suporte a jovens com HIV/Aids. As causas são muitas, e só se equiparam à vontade de agir de quem entende que ninguém veio ao mundo para ser só. Juntos, somos força que mobiliza. A partir desta quinta-feira (05/09/2019), a coluna abre espaço para perfilar brasilienses que comandam ONGs representativas da capital federal. Confira!

Vicky Tavares – Mulher do bem

Basta uma rápida conversa para ter a certeza de que Vicky Tavares nasceu para ajudar o próximo. Ela chegou a Brasília em 1960, trabalhou com moda e administrou uma marca de roupas de couro. Entretanto, após perder um grande amigo para a Aids, ficou muito sensibilizada e, no início dos anos 2000, se tornou voluntária em uma ONG que cuidava de soropositivos terminais. À época, as opções de tratamento eram escassas.

Durante seis anos, a voluntária trabalhou na instituição. Quando tiveram que encerrar as atividades na capital federal, Vicky ficou preocupadíssima com o futuro das 32 crianças e adolescentes que não tinham para onde ir. Ela não titubeou e encarou o desafio. Assim foi criado o Instituto Vicky Tavares Vida Positiva, em 2006.

Vida Positiva

Atualmente, o instituto atende 17 crianças e adolescentes que moram na sede. Eles têm alimentação completa, banho, remédios, são matriculados em escolas e frequentam aulas de esportes.

Além disso, dois mil lanchinhos são preparados com todo carinho e distribuídos para cinco hospitais públicos. Todo sábado, um grupo de voluntários monta o Lanche Positivo, com biscoitos, sucos e uma mensagem de amor.

Há também o vale-almoço nos hospitais. Muitas pessoas que precisam fazer exames não têm dinheiro para se alimentar após o procedimento e pegam um desses tíquetes que dão direito a uma deliciosa refeição no instituto. São entregues 100 almoços por mês.

O Vida Positiva tem como objetivo alcançar estabilidade física e mental dos que vivem e convivem com o HIV/Aids, além de incentivar a superação do preconceito e a inserção na sociedade.

A Farofa Solidária

O instituto sobrevive com ajuda da sociedade civil e a venda de uma deliciosa farofa, batizada de Farofa Solidária. Vicky conta que, devido à crise, teve de usar a criatividade para fazer com que a ONG se tornasse viável. A solidária pensou em seus dons e achou que seus dotes culinários são muito apreciados. Fez uma pesquisa informal de qual prato mais agradava o público – e a farofa foi a grande eleita.

“Cozinhar é um ato de amor”, declara. Para comprar a farofa, ligue para o telefone (61) 9 9942-8970 ou (61) 9 9942-8932.

Durante o ano, acontecem eventos para cultivar os amigos da instituição e cativar alguns a mais. Neste sábado (07/09/19), por exemplo, haverá um almoço beneficente das 12h30 às 15h na sede da ONG, com o cardápio feito pela Toscanello.

Preconceito

Segundo Vicky, o maior vírus a ser combatido não é o HIV e sim o preconceito. É algo que os portadores lidam diariamente ao serem marginalizados pela sociedade. Há aqueles que acham que o vírus passa até em compartilhar o banheiro ou mesmo uma xícara de café. A ideia de que a doença pega facilmente não é verdade. As pessoas precisam de um maior conhecimento sobre o vírus da Aids. Informação não falta.

Há 19 anos, Vicky convive com pessoas infectadas. Ela abraça, beija, bebe no mesmo copo e nunca pegou o vírus. “Só o tenho no meu coração”, fala, emocionada.

Tem o desejo de ajudar a Instituição Vicky Tavares Vida Positiva? Entre em contato com o escritório nos telefones (61) 9 9942-8970 e (61) 9 9942-8932.

 

 

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SOBRE O AUTOR
Claudia Meireles

Acumula temporadas de estudos nos Estados Unidos, França e Inglaterra. Em Nova York, trabalhou no mercado de artes. Após uma década vivendo no Rio de Janeiro, onde atuou na Galeria Luciana Caravello, decidiu retornar a Brasília. Atualmente assina uma coluna social no portal Metrópoles.

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