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Vírus gigante do Japão pode ajudar a medicina a entender infecções

De acordo com novo estudo, novo vírus gigante pode ajudar na criação de novos tratamentos e forma de prevenção para infecções atuais

atualizado

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Kazuyoshi Murata
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1 de 1 Imagem colorida mostra novo vírus gigante - Metrópoles - Foto: Kazuyoshi Murata

Cientistas japoneses encontraram um novo vírus gigante chamado ushikivírus, batizado em referência ao local em que foi detectado, o Lago Ushiku, no Japão. O agente infeccioso foi achado hospedado em uma ameba, seres vivos considerados como “laboratórios naturais” para estudar a evolução dos vírus e, consequentemente, a origem da vida.

A pesquisa foi liderada pelo cientista Masaharu Takemura, da Universidade de Ciências de Tóquio, no Japão. Os resultados foram publicados em 24 de novembro na revista científica Journal of Virology.

Além de infectar amebas, o vírus possui DNA gigante e formato semelhante ao de uma bola geométrica com espinhos e estruturas complexas na superfície.

Teorias anteriores apontam que os agentes infecciosos gigantes surgiram através do núcleo de células, e posteriormente, passaram a se instalar em outros seres vivos, como amebas. De acordo com os pesquisadores, a descoberta do ushikivírus aumenta as evidências da origem nuclear dos vírus.

“Pode-se dizer que os vírus gigantes são um tesouro de um mundo que ainda não foi totalmente compreendido. Uma das possibilidades futuras desta pesquisa é fornecer à humanidade uma nova perspectiva que conecte o mundo dos organismos vivos ao dos vírus”, afirma Takemura em comunicado.

Em comparação a outros vírus semelhantes, ao invés de utilizar o núcleo intacto da célula como “fábrica viral”, o ushikivírus rompe a membrana nuclear e produz novas partículas virais. O comportamento indica um elo evolutivo entre os agentes infecciosos gigantes.

Segundo os cientistas, compreender mudanças estruturais e funcionais ao longo do tempo dos vírus infectadores de amebas tem implicações médicas. Identificar como eles atacam, novas formas de tratamento ou prevenções pode ajudar a tratar infecções atuais.

“A descoberta de um novo vírus relacionado à família Mamonoviridae, o ‘ushikuvírus’, que possui um hospedeiro diferente, deverá ampliar o conhecimento e estimular discussões sobre a evolução e a filogenia desta família. Como resultado, acredita-se que poderemos nos aproximar dos mistérios da evolução dos organismos eucarióticos e dos vírus gigantes”, finaliza o autor principal do estudo.

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