Verme pode desenvolver duas cabeças quando cortado ao meio. Entenda

É a primeira vez que platelmintos com duas cabeças de forma natural são observados por cientistas. Mecanismo genético está envolvido

atualizado

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Divulgação/Proceedings of the Royal Society B
Imagem colorida mostra regeneração de platelminto de duas cabeças - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra regeneração de platelminto de duas cabeças - Metrópoles - Foto: Divulgação/Proceedings of the Royal Society B

A grande capacidade regenerativa dos platelmintos (Platyhelminthes) já era conhecida pela ciência: eles chegam a se multiplicar quando cortados ao meio. No entanto, a habilidade dos vermes surpreendeu ainda mais. Cientistas poloneses identificaram que os animais achatados conseguem “criar” duas cabeças funcionais ao mesmo tempo.

A descoberta liderada por zoólogos da Universidade de Varsóvia, na Polônia, foi publicada em 29 de setembro na revista científica Proceedings of the Royal Society B. Os pesquisadores focaram em platelmintos do gênero Stenostomum.

Ao descobrir o mecanismo genético, os especialistas perceberam que as cabeças não crescem uma do lado da outra, mas sim em extremidades opostas (uma no lugar certo e outra no local da cauda). Mesmo trocando a orientação corporal, os vermes conseguem viver normalmente com a cabeça duplicada.

É a primeira vez que o processo de platelmintos criando duas cabeças de forma natural é descrito por cientistas.

Platelminto: um verme quase imortal e surpreendente

Durante os cuidados com os vermes em laboratório, os zoólogos perceberam algo incomum: alguns platelmintos não tinham cauda, mas sim uma cabeça em cada extremidade. Para compreender o funcionamento do atributo, foram adicionados marcadores químicos na “cabeça adicional”. Em seguida, os pesquisadores cortaram o verme em três partes, visando acompanhar o processo de regeneração dos pedaços.

O primeiro e o terceiro pedaços se recuperam sem maiores intercorrências. Já o fragmento do meio chamou mais atenção: ele já tinha a presença de uma cabeça em uma ponta e, ao invés de desenvolver outra, formou uma nova cauda na direção contrária à original.

Primeiramente, a suspeita era que erros genéticos poderiam ter atrapalhado a “reconstrução”. No entanto, como os filhotes gerados pelos vermes de duas cabeças nasceram sem problemas, a hipótese foi descartada. A nova teoria está ligada a um possível multiplicidade de formas de regeneração do verme, que pode se reconstruir de diversas maneiras.

Ainda não se sabe o motivo que platelmintos desenvolvem duas cabeças e se isso acontece na natureza. Novos estudos serão realizados futuramente.

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